Trump recebe Turnbull para reforçar laços com a Austrália

Este será seu 1º encontro desde que um tenso telefonema estremeceu os laços pouco depois de Trump assumir a presidência dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, se reúnem nesta quinta-feira para ratificar uma aliança de longa data depois que as relações entre os dois países azedaram em momentos de tensão crescente na Ásia-Pacífico.

Os dois líderes tinham previsto reunir-se no museu do porta-aviões "Intrepid", em Nova York, para comemorar os 75 anos da Batalha do Mar de Coral.

Essa batalha da Segunda Guerra Mundial contra as forças japonesas forjou uma aliança que colocou a Austrália ao lado dos Estados Unidos em cada conflito importante desde então.

No entanto, a relação entre Turnbull e Trump tem sido menos amigável.

Este será seu primeiro encontro desde que um tenso telefonema estremeceu os laços pouco depois de Trump assumir a presidência dos Estados Unidos, quando questionou um acordo pelo qual os Estados Unidos receberiam refugiados dos acampamentos da Austrália.

Segundo comentários, Trump teria explodido e interrompido o telefonema quando informado do acordo, alcançado durante o governo de seu antecessor, Barack Obama.

Este começo esfriou ainda mais com a retirada de Washington do acordo comercial Transpacífico, que teria dado às empresas australianas acesso maior aos EUA e os principais mercados regionais.

Mas a crise dos programas nucleares e balísticos da Coreia do Norte e uma viagem do vice-presidente, Mike Pence, a Sydney parecem ter aliviado tensões.

Após se reunir com Turnbull, Pence disse que os Estados Unidos receberiam os refugiados, acrescentando que "isto não significaria que admiremos o acordo".

Turnbull, assim como Trump, um empresário que virou político, disse sentir-se encantado por se reunir com o presidente americano e afirmar a relação entre os dois.

A chegada de Trump ao poder gerou um debate sobre o lugar da Austrália no mundo e se seu futuro está junto a uns Estados Unidos imprevisíveis ou em uma relação mais próxima da China, seu parceiro comercial.

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