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Trump quebra tradição de Bush e Obama no Super Bowl

A encarregada de transmitir o evento é a "NBC", um dos veículos incluídos no grupo Trump considera como "fake news"

Trump: no próximo domingo, será disputado em Minneapolis (Minnesota) a edição de número 52 do Super Bowl (Jonathan Ernst/Reuters)

Trump: no próximo domingo, será disputado em Minneapolis (Minnesota) a edição de número 52 do Super Bowl (Jonathan Ernst/Reuters)

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EFE

1 de fevereiro de 2018, 16h31

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não será entrevistado antes do Super Bowl, a grande final do campeonato da Liga de Futebol Americano dos Estados Unidos (NFL, na sigla em inglês), rompendo com uma tradição mantida por seus antecessores George W. Bush e Barack Obama, informaram nesta quinta-feira veículos de imprensa locais.

"Ele não fará uma entrevista no Super Bowl", disse um funcionário da Casa Branca à emissora de televisão "CNN".

A tradição começou com o republicano Bush e prosseguiu depois com seu sucessor, o democrata Barack Obama, que consolidou o costume nos dois mandatos em que esteve à frente do governo.

Depois que Obama deixou a presidência, o próprio Trump aceitou ser entrevistado no ano passado pela emissora conservadora "Fox", a responsável pelos direitos de transmissão da final da NFL naquele ano e um dos poucos meios de comunicação respeitados pelo magnata após sua chegada à Casa Branca.

Agora, a encarregada de transmitir o acontecimento esportivo é a "NBC", um dos veículos incluídos no grupo de meios de comunicação que Trump considera como 'fake news' (notícias falsas, em tradução livre).

Segundo a imprensa americana, a própria "NBC" confirmou que o presidente não se submeterá às perguntas de seus jornalistas, mas reconheceram que a oferta continua sobre a mesa.

Trump atacou em várias ocasiões a NFL e os jogadores de futebol americano depois que alguns destes se ajoelharam durante a execução do hino nacional em protesto contra a violência policial sobre a população negra.

O presidente chegou a pedir à NFL que proibisse os jogadores de se ajoelharem no gramado durante o hino nacional.

"A NFL tem todo tipo de regras e regulamentos. Sua única saída é estabelecer por norma que não é permitido ajoelhar durante o hino nacional", disse o magnata através do Twitter.

No próximo domingo, será disputado em Minneapolis (Minnesota) a edição de número 52 do Super Bowl, que se transformou em um evento de atenção mundial, no qual New England Patriots e Philadelphia Eagles se enfrentarão na disputa pelo título da competição.