Gustavo Petro (Colômbia) e Donald Trump (EUA): presidentes vão se encontrar na Casa Branca nesta terça-feira (Luis ROBAYO and Mandel NGAN/AFP)
Redação Exame
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 21h26.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 2, que pretende conversar sobre narcotráfico com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e antecipou que a primeira reunião presencial entre os dois, marcada para esta terça-feira, 3, na Casa Branca, será “boa”.
“Vamos conversar sobre drogas, porque quantidades enormes de drogas saem do seu país”, disse Trump, na véspera do encontro.
A reunião acontece após um período de forte tensão diplomática, no qual Petro acusou o governo americano de realizar “execuções extrajudiciais” no Caribe, em operações contra supostos barcos carregados de drogas. Trump respondeu acusando o colombiano de ser um “líder do narcotráfico”.
Expoente da esquerda latino-americana, Petro chegou a ficar sem visto americano após sua participação na Assembleia Geral da ONU, em setembro passado, quando incentivou os americanos a enfrentar Trump. Desde então, os dois passaram de trocar insultos a conversar por telefone e organizar a reunião em Washington.
Segundo Trump, o tom do presidente colombiano mudou recentemente. Petro “foi muito cordial no último mês”, afirmou. “Era certamente crítico antes, mas, de alguma forma, depois do ataque à Venezuela, tornou-se alguém muito cordial”, ironizou.
Do lado colombiano, a expectativa é de avanços nas relações bilaterais. A reunião deve trazer “avanços muito importantes no social, no bom entendimento diplomático, e também no econômico, para a região”, disse a chanceler da Colômbia, Rosa Villavicencio. “Viemos com este espírito”, acrescentou, ao lado do ministro da Defesa, Pedro Sánchez. “A mensagem é clara: as nações ganham e os criminosos perderão”, afirmou o ministro.
Petro, que conclui seu mandato neste ano, ficará quatro dias em Washington. Durante a visita, terá reuniões com congressistas, será recebido na Organização dos Estados Americanos e fará uma palestra na Universidade de Georgetown.
*Com informações da AFP