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Trump diz que pode falar com Maduro 'para salvar vidas' em meio à tensão

Cuba afirma que operação militar americana no Caribe busca derrubar o governo venezuelano

Trump: presidente dos EUA avalia diálogo com Maduro enquanto EUA ampliam presença militar. (Pete Marovich/Getty Images)

Trump: presidente dos EUA avalia diálogo com Maduro enquanto EUA ampliam presença militar. (Pete Marovich/Getty Images)

Publicado em 26 de novembro de 2025 às 07h26.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 25, que poderá conversar com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, “para salvar muitas vidas”.

A declaração foi feita a bordo do Air Force One, após questionamento de jornalistas sobre a crise envolvendo Caracas e a crescente presença militar americana no mar do Caribe.

Trump disse que avaliará um possível diálogo. “Poderei falar com ele, vamos ver. Ele é o líder e podemos salvar vidas”, afirmou. O presidente americano também responsabilizou Maduro pelo aumento da migração irregular para os Estados Unidos.

As declarações ocorrem em meio ao cancelamento de voos internacionais com destino à Venezuela, após a presença de aviões militares americanos próximos à costa caribenha. Plataformas de rastreamento registraram bombardeiro B-52, caças F/A-18 e aeronaves de alerta precoce operando na região.

Cuba acusa EUA de tentativa de derrubar Maduro

O governo de Cuba afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos pretendem derrubar o presidente venezuelano com uso de força militar. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, disse que uma escalada em Caracas pode resultar em “crime internacional de primeira ordem”.

Segundo Havana, o destacamento militar americano permanece há dois meses em grande escala no mar do Caribe. Oficialmente, Washington afirma que a operação tem como objetivo combater o narcotráfico.

Desde setembro, as forças americanas bombardearam lanchas de supostos traficantes, em ações que também avançaram para o Pacífico, resultando em mais de 80 mortes.

Rodríguez criticou o argumento americano. Ele afirmou que a dimensão das embarcações e o poder de fogo empregado “não se justificam” para combater organizações criminosas.

Para o chanceler, a operação pode gerar “um número incalculável de mortes” e ampliar a instabilidade no hemisfério.

Cancelamentos de voos e alerta internacional

Desde sábado, companhias aéreas passaram a cancelar voos para a Venezuela, após alerta internacional emitido pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA).

O comunicado reforça cuidados para sobrevoar o território venezuelano e o sul do Caribe devido ao clima de tensão.

Os cancelamentos ocorrem justamente enquanto aeronaves militares americanas aumentam sua presença na região, aprofundando o cenário de alerta em aeroportos e rotas comerciais.

*Com informações da EFE

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