US President Donald Trump announces the US Navys new Golden Fleet initiative, unveiling a new class of warships, at Mar-a-Lago in Palm Beach, Florida, on December 22, 2025. President Donald Trump on December 22 announced a new class of heavily armed warships that will be named after himself -- an honor usually reserved for US leaders who have left office. Two of the Trump-class ships will be built initially but that number could grow substantially in the future, according to the president, who said they will be "some of the most lethal surface warfare ships" and "the largest battleship in the history of our country." Trump made the announcement at his Mar-a-Lago residence in Florida alongside Pentagon chief Pete Hegseth, Secretary of State Marco Rubio and Navy Secretary John Phelan, with images of the planned high-tech vessels on stands nearby. (Photo by ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)
Repórter
Publicado em 1 de janeiro de 2026 às 10h58.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira, 31, o adiamento do aumento de tarifas sobre móveis estofados, armários de cozinha e gabinetes de banheiro. As novas alíquotas, que deveriam entrar em vigor nesta quinta-feira, 1º, passam a valer apenas em 1º de janeiro de 2027, segundo comunicado oficial da Casa Branca.
Em setembro, Trump havia determinado que as tarifas sobre “determinados produtos de madeira estofados” subiriam de 25% para 30% a partir de 1º de janeiro. Já as tarifas sobre armários de cozinha e gabinetes de banheiro seriam elevadas de 25% para 50%. Com a decisão mais recente, as alíquotas atuais de 25% permanecem em vigor.
A cobrança extra sobre esses itens entrou em vigor há pouco mais de dois meses. De acordo com a Casa Branca, os Estados Unidos continuam negociando com parceiros comerciais para tratar de reciprocidade e questões de segurança nacional relacionadas às importações de produtos de madeira, o que pode levar a novos adiamentos.
Mesmo após a retirada da tarifa adicional de 40% sobre 238 produtos brasileiros em novembro, setores como móveis, calçados, equipamentos e siderurgia não foram incluídos na lista de isenções. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), baseado em dados da Comissão de Comércio Internacional dos EUA, 62,9% das exportações brasileiras para o mercado americano ainda estarão sujeitas a algum tipo de tarifa.
Empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos tiveram em 2025 seu ano mais desafiador da história. O governo do presidente Donald Trump decidiu impor uma tarifa de 50% aos produtos brasileiros, o que gerou prejuízos e incertezas.
A tarifa foi anunciada em 9 de julho, com o objetivo de pressionar o Brasil a cancelar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.
A taxa, de 50%, foi aplicada inicialmente a todos os itens, mas logo foram surgindo exceções, que deixaram de fora itens importantes, como aeronaves e suas peças.
Entre julho e setembro, houve semanas difíceis, em que o governo brasileiro encontrou portas fechadas ao procurar autoridades americanas, e a situação parecia sem solução.
No entanto, o impasse foi desfeito a partir de setembro. Após uma série de conversas de bastidores, envolvendo tanto autoridades quanto empresários e entidades setoriais, o presidente Trump se reuniu com o presidente Lula nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU.