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Trump adia aumento de tarifas sobre móveis e armários de cozinha para 2027

A cobrança extra sobre esses itens entrou em vigor há pouco mais de dois meses

Donald Trump, presidente dos EUA, durante evento em dezembro (Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

Donald Trump, presidente dos EUA, durante evento em dezembro (Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 1 de janeiro de 2026 às 10h58.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira, 31, o adiamento do aumento de tarifas sobre móveis estofados, armários de cozinha e gabinetes de banheiro. As novas alíquotas, que deveriam entrar em vigor nesta quinta-feira, 1º, passam a valer apenas em 1º de janeiro de 2027, segundo comunicado oficial da Casa Branca.

Em setembro, Trump havia determinado que as tarifas sobre “determinados produtos de madeira estofados” subiriam de 25% para 30% a partir de 1º de janeiro. Já as tarifas sobre armários de cozinha e gabinetes de banheiro seriam elevadas de 25% para 50%. Com a decisão mais recente, as alíquotas atuais de 25% permanecem em vigor.

A cobrança extra sobre esses itens entrou em vigor há pouco mais de dois meses. De acordo com a Casa Branca, os Estados Unidos continuam negociando com parceiros comerciais para tratar de reciprocidade e questões de segurança nacional relacionadas às importações de produtos de madeira, o que pode levar a novos adiamentos.

Mesmo após a retirada da tarifa adicional de 40% sobre 238 produtos brasileiros em novembro, setores como móveis, calçados, equipamentos e siderurgia não foram incluídos na lista de isenções. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), baseado em dados da Comissão de Comércio Internacional dos EUA, 62,9% das exportações brasileiras para o mercado americano ainda estarão sujeitas a algum tipo de tarifa.

O ano do tarifaço

Empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos tiveram em 2025 seu ano mais desafiador da história. O governo do presidente Donald Trump decidiu impor uma tarifa de 50% aos produtos brasileiros, o que gerou prejuízos e incertezas.

A tarifa foi anunciada em 9 de julho, com o objetivo de pressionar o Brasil a cancelar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.

A taxa, de 50%, foi aplicada inicialmente a todos os itens, mas logo foram surgindo exceções, que deixaram de fora itens importantes, como aeronaves e suas peças.

Entre julho e setembro, houve semanas difíceis, em que o governo brasileiro encontrou portas fechadas ao procurar autoridades americanas, e a situação parecia sem solução.

No entanto, o impasse foi desfeito a partir de setembro. Após uma série de conversas de bastidores, envolvendo tanto autoridades quanto empresários e entidades setoriais, o presidente Trump se reuniu com o presidente Lula nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU.

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