O tratado da União Europeia e Mercosul: pacto criará uma zona de livre comércio abrangendo um mercado de 720 milhões de pessoas (Daniel Duarte/AFP)
Redação Exame
Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 14h12.
Última atualização em 17 de janeiro de 2026 às 14h18.
O ambicioso tratado de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul foi formalizado neste sábado, 17, em Assunção, no Paraguai.
A assinatura, realizada no Gran Teatro José Asunción Flores, foi descrita pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, como uma "mensagem clara e positiva ao mundo", enviada em um "cenário internacional marcado por incertezas e tensões".
Acordo Mercosul-UE: os estados brasileiros que mais exportam para EuropaVieira representou o país na cerimônia devido à ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O evento, que contou com o presidente paraguaio Santiago Peña como anfitrião, reuniu altas autoridades, incluindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Estiveram também presentes os mandatários de quatro nações latino-americanas: Javier Milei, da Argentina; Yamandú Orsi, do Uruguai; Rodrigo Paz, da Bolívia; e José Raúl Mulino, do Panamá.
A pactuação formal do acordo, negociado desde o ano 2000, ficou a cargo dos chanceleres dos quatro países do Mercosul e do comissário europeu de Comércio, Maroš Šefčovič, com os demais presidentes atuando como testemunhas de honra.
Lula, um dos principais apoiadores do tratado, não compareceu devido a ajustes de última hora na agenda oficial, sendo o único chefe de Estado do bloco sul-americano ausente.
Considerado um dos maiores acordos comerciais do planeta, o pacto criará uma zona de livre comércio abrangendo um mercado de 720 milhões de pessoas e representando cerca de um quarto da economia global, com um PIB combinado estimado em US$ 22 trilhões.
A parceria, celebrada pelo setor empresarial sul-americano, mas vista com ressalvas por parte dos agricultores europeus, prevê a redução ou eliminação progressiva de tarifas para aproximadamente 90% do fluxo de comércio entre os dois blocos econômicos.
*Com informações da EFE.