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Israel acusa Hezbollah de romper cessar-fogo após ataque que deixou três soldados feridos

Exército israelense diz ter atingido quartel do Hezbollah no sul do Líbano; bombardeios deixaram ao menos 11 mortos, segundo autoridades libanesas

Fumaça sobe do local de um ataque aéreo israelense que atingiu um bairro no sul do Líbano em maio de 2026. (KAWANT HAJU / AFP/Getty Images)

Fumaça sobe do local de um ataque aéreo israelense que atingiu um bairro no sul do Líbano em maio de 2026. (KAWANT HAJU / AFP/Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 15 de agosto de 2026 às 16h05.

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O governo de Israel acusou o grupo xiita Hezbollah de violar o cessar-fogo no Líbano após um ataque que teria deixado três militares israelenses gravemente feridos. Em resposta, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram ter bombardeado uma instalação do grupo no sul do território libanês.

A acusação foi divulgada neste sábado pelo escritório do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que afirmou que o Hezbollah teria realizado o ataque contra soldados israelenses.

“Os militares israelenses responderam atacando o quartel-general terrorista do Hezbollah que ordenou o ataque”, afirmou o gabinete de Netanyahu em comunicado.

Segundo a nota, Israel informou posteriormente que havia civis dentro do local atingido. O governo israelense acusou o Hezbollah de utilizar civis como escudos humanos e afirmou que os militares não tinham como alvo a população civil.

O comunicado divulgado pelo gabinete de Netanyahu chamou atenção por ter sido publicado apenas em inglês e por tratar diretamente de um episódio envolvendo baixas militares. Normalmente, informações sobre mortes ou ferimentos de soldados israelenses são divulgadas pelas próprias Forças de Defesa de Israel.

Israel diz ter matado comandante do Hezbollah

Em outro comunicado, as FDI detalharam que o ataque teve como alvo um quartel-general da Força Radwan, unidade de elite do Hezbollah, localizado na região de Ansar, no sul do Líbano.

Segundo o Exército israelense, o comandante de batalhão Ali Samir Al Haj Hassan foi morto na operação, junto com outros integrantes do grupo.

As forças israelenses afirmaram ainda que familiares do comandante estavam no local no momento do ataque e ficaram feridos. Segundo a nota, os parentes não eram o alvo da operação.

Hezbollah pede ação do governo libanês

O Hezbollah pediu neste sábado que o governo do Líbano busque medidas para interromper os ataques israelenses contra o país.

Segundo a Agência Nacional de Notícias (ANN) do Líbano, os bombardeios israelenses no sul do território deixaram ao menos 11 mortos, incluindo mulheres e crianças, nas localidades de Ansar e Deir Zahrani.

O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou os ataques e afirmou que eles representam violações do acordo de cessar-fogo e do direito internacional humanitário, que estabelece proteção a civis em conflitos.

“Uma família inteira foi morta”, afirmou o presidente, segundo comunicado divulgado pelas autoridades libanesas.

Cessar-fogo reduziu violência, mas ataques continuam

Israel e Líbano haviam firmado, no fim de junho, um acordo-quadro mediado pelos Estados Unidos para interromper as hostilidades enquanto negociavam uma solução de longo prazo.

Entre os pontos previstos está a retirada gradual das tropas israelenses de áreas do sul do Líbano ocupadas durante a invasão israelense, classificadas no acordo como “zonas piloto”.

Apesar da redução significativa da violência após o pacto, Israel continuou realizando operações militares no sul do país, segundo autoridades libanesas.

A nova troca de acusações aumenta a pressão sobre o acordo, que busca manter a trégua enquanto avançam as negociações para uma resolução permanente do conflito.

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