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Tive conversa "extremamente franca" com Putin, diz Macron

O presidente francês exaltou as relações com Moscou ao dizer que o diálogo com a Rússia é crucial e nunca foi interrompido

Encontro: Macron ressaltou que deseja uma forte parceria com a Rússia em relação à economia e ao combate ao terrorismo (Philippe Wojazer/Reuters)

Encontro: Macron ressaltou que deseja uma forte parceria com a Rússia em relação à economia e ao combate ao terrorismo (Philippe Wojazer/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 29 de maio de 2017 às 14h39.

São Paulo - O presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no Palácio de Versalhes nesta segunda-feira e disse ter tido uma conversa "extremamente fraca" e direta com o líder russo. Segundo Macron, os dois conversaram sobre terrorismo, o uso de armas químicas na Síria e a questão da guerra civil na Ucrânia.

O presidente francês exaltou as relações com Moscou, ao dizer que o diálogo com a Rússia é crucial e nunca foi interrompido. Durante a coletiva de imprensa, Macron afirmou que, nos principais assuntos, nada é possível sem um diálogo com a Rússia e que nenhum progresso pode ser possível na Síria e na Ucrânia sem uma conversa "honesta" com Moscou. De acordo com o líder francês, nenhum diálogo com a Rússia foi interrompido e a questão é crucial.

Macron comentou que, sob seu governo, a França irá trabalhar junto com os russos em relação à guerra na Síria nas próximas semanas, mas ressaltou que qualquer uso de armas químicas em território sírio levará a "represálias" por parte de sua administração.

Ele ressaltou que deseja uma forte parceria com a Rússia em relação à economia e ao combate ao terrorismo. Putin também disse concordar com o presidente francês sobre a luta contra o terrorismo ser a principal entre os dois países.

Questionados sobre uma possível interferência de Moscou nas eleições presidenciais francesas, Macron afirmou que os dois não discutiram sobre o tópico no Palácio de Versalhes e que "temos que seguir em frente" em relação ao tópico.

Já Putin alegou que, apesar de todas as dificuldades, as empresas francesas permanecem em solo russo e que a alegação sobre a interferência na eleição francesa "não leva a lugar nenhum".

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