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Térmicas podem começar a ser desligadas em dezembro

Segundo diretor-geral do ONS, isso pode ocorrer pois houve aumento das chuvas, de forma que os reservatórios das hidrelétricas estão voltando a patamares próximos da meta


	Desde o dia 18 de outubro, praticamente a totalidade das térmicas está acionada, o que representa 14 mil megawatts, um número recorde
 (Divulgaçao)

Desde o dia 18 de outubro, praticamente a totalidade das térmicas está acionada, o que representa 14 mil megawatts, um número recorde (Divulgaçao)

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Da Redação

Publicado em 22 de novembro de 2012 às 13h49.

Brasília - O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, afirmou nesta quinta-feira que as usinas térmicas podem começar a ser desligadas em dezembro. Segundo ele, isso pode ocorrer porque houve um aumento das chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, de forma que os reservatórios das usinas hidrelétricas estão voltando a patamares mais próximos da meta.

"Se continuar dessa maneira e a gente sentir que até o fim do ano recuperou, deu tranquilidade, a gente vai desligar", afirmou, após participar de reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.

"Segundo a tese histórica dos meteorologistas, quando você tem chuvas cinco dias seguidos com intensidade superior a 5 milímetros, nas principais bacias do Sudeste e Centro-Oeste, eles dizem que está caracterizado o início do período úmido. E já começou. Vamos torcer para que isso continue. Se essa tendência continuar, talvez a gente desligue em dezembro", acrescentou.

Desde o dia 18 de outubro, praticamente a totalidade das térmicas está acionada, o que representa 14 mil megawatts, um número recorde. Em 2008, todas as térmicas foram ligadas, mas a capacidade instalada era menor que a atual.

Somente em novembro, segundo Chipp, o custo dessas térmicas deve ser de cerca de R$ 700 milhões. Por essa razão, as primeiras a serem desligadas devem ser as térmicas a diesel e óleo combustível, as mais caras. "Ainda vamos calcular, mas temos uma ideia de R$ 700 milhões em novembro. Algo entre R$ 600 milhões a 800 milhões por mês", afirmou.

No Nordeste, segundo Chipp, a vazão dobrou desde o fim de outubro até o dia 18 de novembro. "Está chovendo na cabeceira e na incremental. Em menos de um mês duplicou", afirmou. "Felizmente, a gente observa uma descaracterização do fenômeno El Niño."

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