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Surto de ebola no Congo já é o 2º maior da história

Epidemia supera o surto de 2018-2020 em número de infecções e já atingiu cinco províncias do país

Ebola: República Democrática do Congo registra o segundo maior surto da história em número de casos confirmados, segundo o governo. (Jospin Mwisha/AFP/GettyImages)

Ebola: República Democrática do Congo registra o segundo maior surto da história em número de casos confirmados, segundo o governo. (Jospin Mwisha/AFP/GettyImages)

Publicado em 31 de julho de 2026 às 11h21.

A República Democrática do Congo enfrenta a segunda maior epidemia de ebola da história em número de casos confirmados.

Desde que o surto foi declarado, em 15 de maio, o país registrou 3.532 infecções e 1.556 mortes, segundo boletim divulgado nesta sexta-feira, 31, pelo Ministério da Comunicação congolês.

O atual surto supera a epidemia registrada entre 2018 e 2020, que contabilizou 3.481 casos e 2.299 mortes.

Ainda assim, permanece distante da maior crise já provocada pelo vírus, na África Ocidental entre 2014 e 2016, quando foram registrados cerca de 28 mil casos e mais de 11 mil mortes.

Como está a epidemia no Congo?

Segundo o governo, a taxa de letalidade está em 44,1%. Atualmente, 807 pacientes permanecem internados ou em isolamento, enquanto 626 pessoas já se recuperaram da doença. O rastreamento de contatos alcança 78,7% dos casos monitorados.

O Ministério da Comunicação informou que mantém ações de triagem em pontos de entrada e controle, além de campanhas de conscientização e prevenção junto às comunidades afetadas.

Até o momento, cinco províncias registraram casos: Ituri, considerada o epicentro da epidemia, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uele e Tshopo.

O surto também se espalhou para Uganda, que confirmou 20 casos, sendo 15 importados da República Democrática do Congo, e duas mortes. No entanto, o país africano declarou o fim da epidemia em 28 de julho, após completar 42 dias consecutivos sem novos registros da doença.

A epidemia é causada pela cepa Bundibugyo do vírus ebola, cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50%. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não existe vacina autorizada nem tratamento específico para essa variante.

A OMS classifica como alto o risco de disseminação da doença na África Subsaariana e baixo em escala global. Este é o 17º surto de ebola registrado na República Democrática do Congo e o de crescimento mais acelerado desde sua declaração.

O vírus é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. A doença provoca febre hemorrágica grave, vômitos, diarreia e hemorragias internas, podendo evoluir rapidamente para casos fatais.

*Com EFE

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