Representação do bitcoin (crédito: Jonathan Borba/Unsplash)
Editor do Future of Money
Publicado em 31 de julho de 2026 às 11h17.
O bitcoin opera em queda nesta sexta-feira, 31, na contramão das bolsas de valores internacionais. O mercado de criptomoedas sofre com o ataque hacker que desviou mais de US$ 38 milhões de carteiras de bitcoin da Coldcard.
A Coldcard é uma carteira física de criptomoedas. Ou seja, um hardware similar a um pen drive que permite ao usuário armazenar suas moedas digitais sem acesso a internet. A comunidade cripto sempre considerou que esse tipo de dispositivo é a maneira mais segura de manter seus ativos digitais.
Por mais que a Coldcard não seja uma líder do setor como a Ledger, cujos dispositivos armazenam 20% de todas as criptomoedas do mundo, o ciberataque trouxe um abalo à confiança dos investidores.
Às 11h12 (horário de Brasília) o bitcoin caía 3% em um período de 24 horas, a US$ 62.788 por unidade.
Olhando para frente, Vinicius Bazan, CEO da casa de análise Underblock, diz que o mês de agosto costuma ser negativo para as criptomoedas. Porém, Bazan destaca que 2026 tem sido um ano imprevisível, com quatro dos últimos seis meses apresentando desempenho diverso do que apontava o histórico de retornos medianos.
“Ainda temos elementos suficientes para justificar que o bitcoin poderia ter mais uma queda, provavelmente na casa dos US$ 50 mil baixo. Acho difícil, sem nenhuma quebra estrutural grande, um mergulho até US$ 40 mil. Mas, se isso não acontecer, só levaremos mais tempo para consolidar esse fundo na casa dos US$ 60 mil”, avalia.
O principal, na opinião do especialista, é que quando se compra bitcoin entre 40% e 55% de desconto da sua máxima, o retorno de dois anos depois é positivo em 83% dos casos. “A configuração em que estamos no mercado para quem for manter investimento para um ou dois anos, traz uma probabilidade de ganho muito alta.”
Ontem foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 233,1 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. O maior alvo da entrada de recursos foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 183,4 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.
Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o fluxo foi positivo em US$ 12,8 milhões.
Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas caiu dos 37 para 35 pontos. A queda deixa o sentimento de mercado um pouco mais fundo na zona de prevalência do “medo”.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube | Tik Tok