Suécia investiga fundador do Wikileaks por assédio

Após fechar investigação por acusação de estupro, promotoria do país abre novo caso contra Julian Assange

Copenhague – A Promotoria sueca anunciou hoje o começo de uma investigação preliminar contra o fundador do Wikileaks, Julian Assange, por assédio, enquanto fecha o caso pelo qual inicialmente ele era suspeito de estupro.

Na sexta-feira passada foi decretada uma ordem de prisão contra Assange, de nacionalidade australiana, por suspeita de estupro após a denúncia de uma mulher à polícia. No entanto, a ordem foi revogada um dia depois pela procuradora-geral, Eva Finné, que agora fecha o caso, por considerar que não há indícios de delito sexual de nenhum tipo.

No entanto, Finné mantém aberta outra investigação, que corresponde a denúncia de outra mulher, e comunicou que deu ordens para que Assange seja interrogado.

A procuradora-geral assinalou em comunicado que estudou o conteúdo do testemunho da primeira denunciante para ver se há fundamento para um delito sexual de outro tipo, após considerar que não havia indícios de estupro.

A legislação sueca define o crime de aproximação indevida ou assédio como alguém que às claras importune ou incomode uma pessoa e pena máxima prevista é de um ano de prisão, embora a punição mais comum seja uma multa. O advogado das duas denunciantes, Claes Borgström, anunciou a apresentação de um recurso contra a decisão de Finné.

Assange, que está de férias na casa de um amigo no norte da Suécia, chegou ao país há duas semanas para participar de um seminário em Estocolmo e dar várias conferências. Foi durante estes dias que os suposto crimes teriam ocorrido.

O australiano negou as acusações e insinuou que pode se tratar de uma montagem para prejudicar o Wikileaks, site dedicado a divulgar relatórios confidenciais e que nas últimas semanas ganhou grande atenção por publicar documentos secretos do Exército dos Estados Unidos sobre a guerra do Afeganistão.

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