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Shutdown nos EUA afeta defesa nuclear e provoca demissões temporárias

Após 20 dias de paralisação orçamentária, 1.400 funcionários da NNSA são suspensos e apenas 400 seguem ativos na manutenção do arsenal nuclear

AFP
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Agência de notícias

Publicado em 20 de outubro de 2025 às 13h56.

Vinte dias após o início da paralisação orçamentária (shutdown) nos Estados Unidos, seus efeitos se estendem a mais setores do Governo Federal e nesta segunda-feira (20) chegaram à defesa nuclear do país.

A Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA) suspenderá temporariamente, a partir de hoje, 1.400 funcionários federais (desemprego técnico), enquanto menos de 400 garantirão a manutenção das armas nucleares americanas durante esse shutdown, afirmou na sexta-feira à rede CNN Ben Dietderich, porta-voz do Departamento de Energia.

O legislador republicano Mike Rogers, que preside a Comissão de Forças Armadas da Câmara dos Representantes, declarou também na sexta que havia sido informado de que a NNSA estava “prestes a esgotar os fundos de emergência que estava utilizando”.

“Vai ter que dispensar 80% de seus funcionários”, afirmou Rogers, esclarecendo que se trata de demissões temporárias e não definitivas.

“Não são funcionários que queremos ver em casa. Eles cuidam de um ativo estratégico muito importante para nós. Devem estar trabalhando e recebendo seus salários”, insistiu.

As tarefas governamentais não essenciais foram interrompidas em 1º de outubro após, sem um acordo entre republicanos e democratas no Congresso, chegar o prazo limite para estender os gastos orçamentários.

Impasse político entre republicanos e democratas

Os republicanos propõem prorrogar o orçamento atual, com os mesmos níveis de gastos, enquanto os democratas exigem uma extensão dos subsídios para os programas de seguro de saúde destinados a famílias de baixa renda.

No entanto, devido às regras vigentes no Senado, embora os republicanos tenham maioria, são necessários vários votos democratas para aprovar um orçamento.

O presidente Donald Trump rejeita qualquer negociação sobre questões de saúde sem a “reabertura” prévia do Governo Federal.

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