Mundo

Serviços secretos discutiram sobre cooperação com Síria

A BBC, citando fontes informadas, fala de visitas a Damasco dos serviços de inteligência americano, britânico, francês e alemão

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 15 de janeiro de 2014 às 10h49.

Priorizar nos meus resultados Google

Londres - Vários serviços de inteligência ocidentais visitaram Damasco para falar de cooperação com o regime de Bashar al-Assad em relação aos islamitas da oposição, afirmou a BBC nesta quarta-feira, citando uma fonte síria.

O vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Faisal Mekdad, explicou à BBC que existe um "cisma" nos países ocidentais entre os serviços secretos e os políticos em torno dos combatentes islamitas.

"Não especificarei, mas muitas agências estrangeiras visitaram Damasco para falar dos islamitas", comentou Mekdad.

"Muitos países nos contataram para coordenar medidas de segurança", acrescentou, sem dar maiores detalhes.

"Quando estes países pedem cooperação em termos de segurança, parece que há um cisma entre os políticos, que apoiam a oposição, e os de segurança", afirmou o vice-ministro.

A BBC, citando fontes informadas, fala de visitas a Damasco dos serviços de inteligência americano, britânico, francês e alemão.

As declarações de Mekdad acontecem um dia depois que o presidente francês François Hollande revelou que 700 pessoas viajaram de seu país para combater na Síria.

No mês passado, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos suspenderam sua ajuda não-letal à oposição ante temores da crescente influência dos combatentes islamitas na oposição.

O ministro das Relações Exteriores britânico (Foreign Office) não quis comentar as declarações de Mekdad.

Acompanhe tudo sobre:PolíticosSíriaOriente MédioBashar al-Assad

Mais de Mundo

Eleições nos EUA: voto antecipado bate recorde e supera 49 milhões

Vice-ministro da Justiça do Chile renuncia após redução de penas de abusadores de menores

Eleições nos EUA: democratas buscam reconquistar voto latino no sul do Texas

Por que o Brasil precisa se importar com as eleições de meio de mandato dos EUA?