Mundo

Sarney renomeia advogado que criou brecha para nepotismo

Auxiliares do senador tentaram dissuadi-lo, mas Sarney alegou que quer Cascais na advocacia porque confia nele

José Sarney: ato de nomeação será publicado no Boletim Administrativo de Pessoal de segunda-feira (José Cruz/ ABr)

José Sarney: ato de nomeação será publicado no Boletim Administrativo de Pessoal de segunda-feira (José Cruz/ ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 4 de agosto de 2011 às 16h58.

Brasília - Exonerado do cargo de advogado-geral do Senado em 2008 pelo então presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o servidor Alberto Cascais voltará a ocupar a vaga por decisão do atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Auxiliares do senador tentaram dissuadi-lo, mas Sarney alegou que quer Cascais na advocacia porque confia nele. O ato de nomeação será publicado no Boletim Administrativo de Pessoal (BAP) de segunda-feira.

O cargo está vago desde janeiro, quando o advogado Luiz Fernando Bandeira de Mello aceitou o convite de Garibaldi, hoje titular da Previdência Social, para ocupar a consultoria jurídica da pasta.

Sarney deve a Cascais a ação direta de inconstitucionalidade impetrada pela Mesa do Senado em maio de 2005 para impedir que o governo do Maranhão retomasse as instalações do Convento das Mercês, do século 17, doado à família do senador pelo então governador e hoje senador João Alberto (PMDB-MA).

Ali está instalado o seu memorial e até há pouco tempo estava também o seu mausoléu, local hoje ocupado por um chafariz. Na ação, o advogado destaca o caráter "arbitrário" da lei destinada a desalojar a Fundação José Sarney do prédio tombado pelo Patrimônio Público.

Exoneração

Alberto Cascais foi demitido por Garibaldi depois de ter levado a Mesa a assinar um parecer que criava inúmeras brechas para o Senado desobedecer a súmula antinepotismo aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto de 2008. Entre outras coisas, ele alegava que a súmula não tinha poder sobre as contratações ocorridas antes da posse de senadores ou da ascensão à chefia de parentes de servidores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:PolíticosPolíticos brasileirosPolítica no BrasilMDB – Movimento Democrático BrasileiroPolíticaDemocraciaJosé SarneyCongresso

Mais de Mundo

‘Lamento que meu país tenha considerado se opor ao Mercosul’, diz chefe do banco central da França

Sindicato argentino convoca greve geral contra reforma trabalhista de Milei

Trump critica acordo climático entre Reino Unido e governador da Califórnia e eleva tensão política

UE participará de reunião do Conselho de Paz de Trump sem se tornar membro