Mundo

Russos disparam contra forças ucranianas, afirma OTAN

"O apoio da artilharia russa através da fronteira e de dentro da Ucrânia está sendo usado contra as forças armadas da Ucrânia", disse a porta-voz da OTAN

Armas de pró-russos: relatos de artilharia russa representam avanço da instabilidade na região (Maxim Shemetov/Reuters)

Armas de pró-russos: relatos de artilharia russa representam avanço da instabilidade na região (Maxim Shemetov/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de agosto de 2014 às 16h28.

Priorizar nos meus resultados Google

Bruxelas - A Rússia usou sua artilharia contra forças ucranianas tanto de seu próprio território como de dentro da Ucrânia, disseram autoridades da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) nesta sexta-feira.

"O apoio da artilharia russa através da fronteira e de dentro da Ucrânia está sendo usado contra as forças armadas da Ucrânia", disse a porta-voz da OTAN, Oana Lungescu.

Os relatos da presença da artilharia russa dentro da Ucrânia, operada tanto por separatistas quanto pelas próprias forças russas, representam um novo avanço da instabilidade na região.

"Desde a metade de agosto, nós temos vários relatos sobre o envolvimento direto das operações russas de defesa aérea, de carregamento e das operações especiais no leste da Ucrânia", afirmou Lungescu.

"Nós também temos visto transferências de grandes quantidades de armas avançadas, incluindo tanques, veículos carregadores blindados e artilharia, para grupos separatistas no leste da Ucrânia. E há semanas temos visto um crescimento alarmante das forças russas em terra e no ar nas proximidades da Ucrânia", acrescentou a porta-voz.

O secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, disse que o que é "ainda mais preocupante" é que o estabelecimento do Exército russo na fronteira coincide com a entrada do comboio com suposta ajuda humanitária no território ucraniano.

"Esta é uma brecha flagrante dos compromissos internacionais russos, incluindo aqueles acordados recentemente em Berlim e em Genebra, e uma violação ainda maior da soberania ucraniana", afirmou Rasmussen.

"Isto só vai aprofundar a crise na região, crise que a própria Rússia criou e continua a promover. O desrespeito aos princípios humanitários internacionais levanta ainda mais questões sobre se o real propósito do comboio é ajudar os civis ou reabastecer separatistas armados."

Fonte: Dow Jones Newswires.

Acompanhe tudo sobre:ÁsiaEuropaGuerrasRússiaCrise políticaUcrânia

Mais de Mundo

Nepal pede ajuda técnica para resgatar quase 3 mil desaparecidos

Brasil quer exportar tecnologia de agricultura tropical para este pequeno país africano

Brasil está na lista dos cinco melhores países para estrangeiros morarem em 2026; veja ranking

Como os data centers podem definir as eleições dos EUA — e o futuro de Trump