Porta-voz da Rússia, Dmitry Peskov (Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 30 de dezembro de 2025 às 07h33.
A Rússia anunciou nesta terça-feira, 30, que vai adotar uma postura mais rígida nas negociações sobre o conflito na Ucrânia.
A decisão ocorre após o Kremlin acusar Kiev de realizar um ataque com drones contra uma das residências do presidente Vladimir Putin — embora Moscou não tenha apresentado provas da agressão.
“As consequências se traduzirão em um endurecimento da postura de negociação da Federação da Rússia”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, durante sua coletiva de imprensa diária.
Questionado sobre a ausência de evidências, Peskov respondeu: “Não acredito que deva haver qualquer evidência de que um ataque em larga escala com drones tenha sido concluído e que, graças ao trabalho bem coordenado do sistema de defesa aérea, foi derrubado”.
A Ucrânia negou envolvimento no suposto ataque e pediu que Moscou apresente provas. A escalada de acusações entre os dois países ocorre em meio a impasses diplomáticos prolongados e combates contínuos no leste ucraniano.
Ainda nesta terça-feira, líderes europeus realizarão uma reunião para tratar da guerra na Ucrânia. Segundo o porta-voz do governo polonês, Adam Szlapka, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, participará do encontro virtual às 11h (horário local).
“Ao meio-dia, o primeiro-ministro Donald Tusk participará de mais uma conversa com líderes europeus sobre o tema da Ucrânia”, escreveu Szlapka na rede social X (antigo Twitter).