Mundo

Rússia e China enviam patrulha naval para perto do Alasca

Onze navios russos e chineses navegaram perto das Ilhas Aleutas, de acordo com autoridades dos EUA

Alasca, nos Estados Unidos (Nathan Searles/Wikimedia Commons)

Alasca, nos Estados Unidos (Nathan Searles/Wikimedia Commons)

Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

Agência de notícias

Publicado em 6 de agosto de 2023 às 10h04.

Uma força naval conjunta entre a Rússia e a China realizou uma patrulha perto da costa do Alasca no início desta semana, o que especialistas dos Estados Unidos (EUA) disseram parecer a maior flotilha desse tipo a se aproximar da costa americana.

Onze navios russos e chineses navegaram perto das Ilhas Aleutas, de acordo com autoridades dos EUA. Os navios, que não entraram em águas territoriais dos Estados Unidos, foram perseguidos por quatro destroyers americanos e aeronaves P-8 Poseidon.

"É uma estreia histórica", disse Brent Sadler, pesquisador sênior da Heritage Foundation e capitão aposentado da Marinha. "Dado o contexto da guerra na Ucrânia e as tensões em torno de Taiwan, este movimento é altamente provocativo."

Um porta-voz do Comando Norte dos EUA confirmou que a Rússia e a China realizaram a patrulha naval combinada perto do Alasca, mas não especificou o número de navios ou sua localização precisa.

"Ativos aéreos e marítimos sob nossos comandos conduziram operações para garantir a defesa dos Estados Unidos e do Canadá. A patrulha permaneceu em águas internacionais e não foi considerada uma ameaça", afirmou o comando em comunicado.

Até então, a Embaixada da Rússia nos Estados Unidos não havia respondido a um pedido de comentário. Já um porta-voz da embaixada chinesa no país disse que a patrulha não tinha Washington como alvo.

"De acordo com o plano anual de cooperação entre os militares chineses e russos, as embarcações navais dos dois países conduziram recentemente patrulhas marítimas conjuntas em águas relevantes no oeste e norte do Oceano Pacífico. Esta ação não é direcionada a terceiros e não tem nada a ver com a atual situação internacional e regional", disse o porta-voz da Embaixada da China, Liu Pengyu.

As patrulhas navais conjuntas da Rússia e da China fazem parte de uma competição mais ampla de grandes potências no Ártico, que está se tornando cada vez mais um território contestado. As autoridades dos EUA também veem o aumento da cooperação entre as duas marinhas como uma tentativa de limitar as alianças dos Estados Unidos com o Japão, a Coreia do Sul e outros parceiros regionais.

Acompanhe tudo sobre:RússiaChinaEstados Unidos (EUA)

Mais de Mundo

22 de julho foi o dia mais quente registrado no mundo, quebrando o recorde do dia anterior

TSE desmente Maduro e afirma que urna eletrônica brasileira é 'totalmente auditável'

Assessor de Trump denuncia Harris por receber indevidamente fundos da campanha de Biden

Olímpíadas 2024: Paris terá sete policiais para cada atleta

Mais na Exame