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Rússia afirma que existem 'condições reais' para a guerra continuar em 2026

Ministro da Defesa russo diz que postura de Kiev e da Otan cria condições para prolongar a guerra até 2026 e defende manter ofensiva contra forças ucranianas

Vladimir Putin: Rússia diz que continuidade do conflito decorre da postura de Kiev e de seus aliados europeus (GAVRIIL GRIGOROV/AFP)

Vladimir Putin: Rússia diz que continuidade do conflito decorre da postura de Kiev e de seus aliados europeus (GAVRIIL GRIGOROV/AFP)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 17 de dezembro de 2025 às 13h12.

O ministro da Defesa da Rússia, Andrey Belousov, afirmou nesta quarta-feira, 17, que há “condições reais” para que a guerra na Ucrânia se estenda até 2026. Segundo ele, a continuidade do conflito decorre da postura de Kiev e de seus aliados europeus.

A declaração foi feita durante uma reunião da cúpula do Exército russo e do Ministério da Defesa. Belousov disse que países da Otan estariam acelerando preparativos para um confronto direto com a Rússia na década de 2030, o que, na avaliação do governo russo, contribui para a manutenção das ações militares já no próximo ano.

De acordo com o ministro, diante desse cenário, a Rússia deve seguir impondo sua estratégia no campo de batalha, com ações antecipadas e o aperfeiçoamento constante dos métodos de guerra. Ele afirmou que as forças russas precisam continuar atacando as defesas ucranianas e neutralizando os agrupamentos militares do país vizinho.

"A missão principal para o próximo ano reside em conservar e aumentar o ritmo da ofensiva alcançado", sustentou o ministro, ao prever como "inevitável" o desmoronamento das forças inimigas devido ao avanço constante das tropas russas.

Ao fazer um balanço do conflito, o chefe da Defesa afirmou que, ao longo de 2025, as forças russas teriam reduzido em um terço o potencial militar das Forças Armadas da Ucrânia. Segundo ele, Kiev também teria perdido a capacidade de recompor seus contingentes militares por meio da mobilização forçada da população.

Na avaliação de Belousov, esse cenário já seria reconhecido inclusive pelos países que apoiam a Ucrânia. Para o ministro, o desmoronamento das defesas ucranianas confirmou uma tendência que, segundo ele, era evidente desde o início do conflito.

*Com informações da EFE

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