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Rubio diz que EUA apoiam protestos no Irã e reforça pressão sobre regime

Declaração do secretário de Estado dos EUA ocorre após 14 dias de protestos com 51 mortos e bloqueio de internet no país

Marco Rubio: secretário de Estado dos EUA expressou apoio aos manifestantes contrários ao governo no Irã (Getty Images)

Marco Rubio: secretário de Estado dos EUA expressou apoio aos manifestantes contrários ao governo no Irã (Getty Images)

Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 09h31.

"Os Estados Unidos apoiam o valente povo do Irã." A declaração foi feita neste sábado, 10, pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em sua conta na rede X, em apoio às manifestações que tomam o país persa desde o fim de dezembro.

O comentário, embora breve, marca o primeiro posicionamento público de Rubio sobre a crise iraniana, que já soma 51 mortos segundo a ONG Iran Human Rights, com sede em Oslo. As manifestações começaram no dia 28 de dezembro, motivadas pela deterioração econômica e logo passaram a questionar diretamente o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica.

No mesmo sábado em que Rubio se pronunciou, o Irã continuava sem internet ou telefonia, num apagão de comunicações que já dura mais de 36 horas.

A medida, segundo a Anistia Internacional, busca impedir a divulgação de abusos cometidos pelas forças de segurança contra os manifestantes.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia sinalizado anteriormente a possibilidade de uma intervenção no Irã, caso a repressão se intensifique.

Repressão e histórico de tensões com os EUA

Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, também pediu a Trump que esteja preparado para agir em apoio ao povo iraniano.

Pahlavi, que vive no exílio desde a queda de seu pai em 1979, convocou neste sábado uma greve geral com o objetivo de "dobrar por completo" a República Islâmica e o frágil "aparelho repressivo" liderado por Khamenei.

O contexto atual retoma tensões antigas entre Teerã e Washington. As relações entre os dois países foram rompidas em 1979, ano da Revolução Islâmica.

Na ocasião, estudantes radicais invadiram a embaixada dos EUA em Teerã, mantendo 52 funcionários americanos como reféns por 444 dias. A exigência era a extradição de Mohammad Reza Pahlavi, o xá deposto e pai de Reza.

O episódio consolidou o rompimento diplomático e abriu caminho para o regime atual, liderado desde então por Khamenei e sustentado pela repressão interna, agora novamente contestada nas ruas.

Com agência EFE.

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