Marco Rubio: secretário de Estado dos EUA expressou apoio aos manifestantes contrários ao governo no Irã (Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 09h31.
"Os Estados Unidos apoiam o valente povo do Irã." A declaração foi feita neste sábado, 10, pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em sua conta na rede X, em apoio às manifestações que tomam o país persa desde o fim de dezembro.
O comentário, embora breve, marca o primeiro posicionamento público de Rubio sobre a crise iraniana, que já soma 51 mortos segundo a ONG Iran Human Rights, com sede em Oslo. As manifestações começaram no dia 28 de dezembro, motivadas pela deterioração econômica e logo passaram a questionar diretamente o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica.
No mesmo sábado em que Rubio se pronunciou, o Irã continuava sem internet ou telefonia, num apagão de comunicações que já dura mais de 36 horas.
A medida, segundo a Anistia Internacional, busca impedir a divulgação de abusos cometidos pelas forças de segurança contra os manifestantes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia sinalizado anteriormente a possibilidade de uma intervenção no Irã, caso a repressão se intensifique.
Pahlavi, que vive no exílio desde a queda de seu pai em 1979, convocou neste sábado uma greve geral com o objetivo de "dobrar por completo" a República Islâmica e o frágil "aparelho repressivo" liderado por Khamenei.
O contexto atual retoma tensões antigas entre Teerã e Washington. As relações entre os dois países foram rompidas em 1979, ano da Revolução Islâmica.
Na ocasião, estudantes radicais invadiram a embaixada dos EUA em Teerã, mantendo 52 funcionários americanos como reféns por 444 dias. A exigência era a extradição de Mohammad Reza Pahlavi, o xá deposto e pai de Reza.
O episódio consolidou o rompimento diplomático e abriu caminho para o regime atual, liderado desde então por Khamenei e sustentado pela repressão interna, agora novamente contestada nas ruas.
Com agência EFE.