Imagem de 6 de janeiro de 2026, a partir de conteúdos nas redes sociais, mostra forças de segurança iranianas usando gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes no bazar de Teerã (UGC/AFP)
Redação Exame
Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 09h25.
Do exílio, ele disse se preparar para retornar ao Irã e afirmou que a mobilização pode derrubar o atual regime.
"Nosso objetivo já não é simplesmente sair às ruas; o objetivo é nos prepararmos para tomar os centros das cidades e mantê-los", declarou Pahlavi em vídeo publicado em sua conta na rede social X, com mensagem em farsi.
O apelo mira trabalhadores de setores estratégicos, como os de transporte, petróleo e gás. Pahlavi também pediu que os manifestantes voltem às ruas neste fim de semana com bandeiras e símbolos nacionais.
Exilado desde 1979, após a queda da monarquia liderada por seu pai, Mohammad Reza Pahlavi, o opositor reforçou o tom de enfrentamento ao regime teocrático.
"Acredito que esse dia está muito próximo", disse ele, referindo-se à "vitória de nossa revolução". Segundo ele, quer "estar ao lado" da "grande nação do Irã" nesse momento.
A convocação ocorre em meio à interrupção de serviços de internet e telefonia no país desde quinta-feira, 8, em tentativa do governo iraniano de sufocar as manifestações. A repressão foi intensificada com o envio de forças de segurança às ruas.
Ainda assim, Pahlavi afirmou que a adesão nas ruas na noite de sexta-feira foi "magnífica" e tratou o movimento como resposta direta ao aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.
"Essa mobilização foi uma resposta contundente às ameaças do líder traidor e criminoso da República Islâmica", afirmou o ex-príncipe, que completou: "Estou certo de que ele viu estas imagens de seu esconderijo e tremeu de medo."
As manifestações começaram em Teerã no dia 28 de dezembro, impulsionadas pela deterioração da economia e se espalharam com pautas políticas. Segundo a ONG Iran Human Rights, com sede em Oslo, ao menos 51 pessoas foram mortas durante os protestos.