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Filho do último xá do Irã convoca greve geral e diz que retorno ao país está próximo

Reza Pahlavi pede paralisação em setores estratégicos para "dobrar" o regime iraniano após 14 dias de protestos

Imagem de 6 de janeiro de 2026, a partir de conteúdos nas redes sociais, mostra forças de segurança iranianas usando gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes no bazar de Teerã (UGC/AFP)

Imagem de 6 de janeiro de 2026, a partir de conteúdos nas redes sociais, mostra forças de segurança iranianas usando gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes no bazar de Teerã (UGC/AFP)

Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 09h25.

Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, convocou os trabalhadores iranianos para uma greve geral a partir deste sábado, 11, após duas semanas de protestos em dezenas de cidades do país.

Do exílio, ele disse se preparar para retornar ao Irã e afirmou que a mobilização pode derrubar o atual regime.

"Nosso objetivo já não é simplesmente sair às ruas; o objetivo é nos prepararmos para tomar os centros das cidades e mantê-los", declarou Pahlavi em vídeo publicado em sua conta na rede social X, com mensagem em farsi.

O apelo mira trabalhadores de setores estratégicos, como os de transporte, petróleo e gás. Pahlavi também pediu que os manifestantes voltem às ruas neste fim de semana com bandeiras e símbolos nacionais.

Exilado desde 1979, após a queda da monarquia liderada por seu pai, Mohammad Reza Pahlavi, o opositor reforçou o tom de enfrentamento ao regime teocrático.

"Acredito que esse dia está muito próximo", disse ele, referindo-se à "vitória de nossa revolução". Segundo ele, quer "estar ao lado" da "grande nação do Irã" nesse momento.

Internet cortada e repressão policial

A convocação ocorre em meio à interrupção de serviços de internet e telefonia no país desde quinta-feira, 8, em tentativa do governo iraniano de sufocar as manifestações. A repressão foi intensificada com o envio de forças de segurança às ruas.

Ainda assim, Pahlavi afirmou que a adesão nas ruas na noite de sexta-feira foi "magnífica" e tratou o movimento como resposta direta ao aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.

"Essa mobilização foi uma resposta contundente às ameaças do líder traidor e criminoso da República Islâmica", afirmou o ex-príncipe, que completou: "Estou certo de que ele viu estas imagens de seu esconderijo e tremeu de medo."

As manifestações começaram em Teerã no dia 28 de dezembro, impulsionadas pela deterioração da economia e se espalharam com pautas políticas. Segundo a ONG Iran Human Rights, com sede em Oslo, ao menos 51 pessoas foram mortas durante os protestos.

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