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Revolução no Egito deixou 685 mortos e 5 mil feridos, diz relatório

Documento foi entregue à Junta Militar que dirige o país

O comitê do Conselho de Direitos Humanos egípcio revela as irregularidades cometidas pelas forças de segurança contra manifestantes (John Moore/Getty Images)

O comitê do Conselho de Direitos Humanos egípcio revela as irregularidades cometidas pelas forças de segurança contra manifestantes (John Moore/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 22 de março de 2011 às 06h21.

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Cairo - A revolução que agitou o Egito entre 25 de janeiro e 11 de fevereiro deixou 685 mortos e mais de cinco mil feridos, segundo um relatório da comissão encarregada da investigação dos fatos ocorridos durante esse período.

O relatório, elaborado por um comitê do Conselho de Direitos Humanos egípcio, revela as irregularidades cometidas pelas forças de segurança contra os manifestantes durante a revolução, assim como os nomes de empresários, oficiais de Polícia e altos cargos implicados nos ataques contra os manifestantes.

O documento foi entregue à Junta Militar que dirige o país, ao primeiro-ministro egípcio, Essam Sharaf, e à Procuradoria Geral, e se baseou em informações fornecidas pelos hospitais que atenderam às vítimas.

O relatório detalha que 1.200 manifestantes ficaram feridos nos olhos, e que alguns deles perderam a visão, o que segundo o estudo revela a intenção dos policiais de matar as pessoas que participavam dos protestos.

A maioria dos ferimentos foi registrada na parte superior do corpo das vítimas, segundo o relatório.

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