Republicanos bloqueiam nomeação de Brennan por drones

Brennan, indicado pelo presidente Barack Obama par comandar a CIA, coordenou o programa secreto do país de ataques com aviões sem piloto

A nomeação de John Brennan para a direção da CIA foi bloqueada nesta quarta-feira pelos senadores republicanos, que criticaram o funcionário indicado pelo presidente Barack Obama por seu polêmico uso de aviões sem piloto (drones) na guerra contra a rede terrorista Al-Qaeda.

John Brennan, conselheiro de combate ao terrorismo da presidência e coordenador do programa secreto de ataques com drones, precisa da aprovação do Senado para ocupar o cargo de diretor da CIA, a principal agência de inteligência dos EUA.

O senador republicano Rand Paul cumpriu sua ameaça de obstruir a votação para protestar contra a carta divulgada na segunda-feira na qual o secretário de Justiça, Eric Holder, informa que em "circunstâncias extraordinárias" semelhantes as do 11 de Setembro o presidente poderia autorizar o uso de drones no território dos EUA contra cidadãos americanos suspeitos de integrar grupos terroristas.

Rand Paul emprega desde às 11H47 local (13H47 Brasília) um recurso que permite aos oradores conservar a palavra o tempo que desejarem, com os republicanos se alternando nesta tarefa de obstrução.

"Falarei o tempo que for necessário para fazer soar o alarme em cada rincão do país, porque nossa Constituição é importante, o direito do povo é precioso e nenhum americano pode ser morto no território nacional sem uma condenação legal".


Horas antes, Eric Holder foi bombardeado com perguntas dos senadores, republicanos e democratas, sobre a legalidade das mortes provocadas por drones.

"Se uma pessoa está sentada tranquilamente em um café nos Estados Unidos (...) na sua opinião a Constituição permite que um cidadão americano seja morto por um avião não tripulado"? - perguntou o republicano Ted Cruz.

"Não penso que esta seria uma utilização apropriada de qualquer tipo de força letal", disse Eric Holder.

Em fevereiro, o senador o republicano Lindsey Graham revelou que mais de 4.700 pessoas, incluindo civis, foram mortas em missões secretas de drones contra supostos militantes da Al-Qaeda no Paquistão, Iêmen e outros países.

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