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Referendo é única forma de resolver conflitos, diz Catalunha

O exemplo do plebiscito da Escócia é o único caminho que há para resolver conflitos, segundo o presidente do governo da Catalunha


	Presidente da Catalunha, Artur Mas: "votar une e não separa", disse
 (Stringer/Reuters)

Presidente da Catalunha, Artur Mas: "votar une e não separa", disse (Stringer/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 19 de setembro de 2014 às 10h14.

Barcelona - O presidente do governo da Catalunha Artur Mas, afirmou nesta sexta-feira que o exemplo do plebiscito da Escócia é o "único caminho" que há para "resolver conflitos", porque segundo sua opinião, "votar une e não separa".

Mas ele se referiu ao plebiscito realizado ontem na Escócia no qual, com 55% dos votos, os cidadãos mostraram sua rejeição a se tornar independente do Reino Unido.

O presidente do governo catalão, em um pronunciamento para avaliar o resultado escocês, afirmou que o processo defensor da soberania catalã "continua" porque, disse, se sente "reforçado" após a experiência da Escócia.

Justamente hoje o Parlamento autônomo da Catalunha vota uma lei para convocar uma consulta defensora da soberania, que o executivo dessa região quer que seja realizado em 9 de novembro, e à qual o governo espanhol se opõe, por considerá-la inconstitucional.

Segundo o presidente Mas, "votar une e não separa" e pediu ao governo espanhol que "entenda" que "o que separa é não poder votar".

Acrescentou também que o exemplo escocês evidenciou que "quando se deixa votar também se pode ganhar", mas que "deve-se ganhar democraticamente", e assegurou que a cada dia que passa é maior o "erro de tentar bloquear um processo político só pela arquitetura legal e pelas leis", quando o "conflito é político".

"Cada vez que há um "não" em Madri se cria mais animosidade", disse Mas dirigindo-se ao governo do Estado, ao qual lembrou que "um democrata autêntico não bloqueia um plebiscito".

Segundo Mas, após a "lição britânica e escocesa", o processo defensor da soberania catalã "segue em frente".

Portanto, a aposta do presidente do governo da Catalunha é realizar agora uma "opção parecida" com o referendo escocês com a consulta defensora da soberania do dia 9 de novembro, já que é "a maneira europeia, a maneira do século XXI" de enfrentar a resolução de "conflitos" como o catalão, assegurou.

Por sua vez, a vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, fez hoje um apelo à reflexão para "unir e não dividir", lembrando a quem defende o processo de soberania na Catalunha que "todos somos obrigados a respeitar as leis" e a Constituição.

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