Rebeldes centro-africanos reiteram ameaça de tomar capital

"Se as forças africanas não intervirem para acabar com a violência e assassinatos, eles não nos impedirão de fazer justiça com as nossas próprias mãos", disse Massi

Dacar - Os rebeldes centro-africanos da coalizão Seleka, que estão rumando para Bangui, capital da República centro-Africana (RCA), acusaram o governo do país de atacar a população local.

Em declarações aos meios de comunicação, o porta-voz da Seleka, Eric Massi, pediu uma intervenção imediata dos soldados da Força Multinacional da África Central presentes na zona para colocar um fim à violência contra os civis.

"Se as forças africanas não intervirem para acabar com a violência e assassinatos, eles não nos impedirão de fazer justiça com as nossas próprias mãos", disse Massi.

Durante a declaração, o porta-voz da Seleka colocou em dúvida a sinceridade das promessas feitas pelo atual presidente rotativo da União Africana (UA), Yayi Boni, chefe de Estado do Benin, e pelo líder centro-africano, François Bozizé, em reunião realizada no domingo em Bangui.

Durante o encontro, Bozizé se mostrou disposto a negociar com a rebelião em Libreville e a formar um governo de união nacional para acabar com a crise que seu país atravessa.

Bozizé respondeu com estas promessas aos chamados feitos pelos líderes dos países-membros da Comunidade Econômica dos Estados da África Central (CEEAC), reunidos em N"djamena (Chade) em 21 de dezembro, que pediram que os rebeldes e o governo da RCA iniciem uma negociação.


Os líderes da CEEAC também lançaram um ultimato ao grupo rebelde para que retire suas tropas das cidades ocupadas, que expirou na semana passada.

A coalizão rebelde armada se encontra a poucos quilômetros de Bangui após ocupar uma dezena de cidades do país desde princípios deste mês.

Os rebeldes manifestaram seu interesse para negociar, mas mantiveram suas posições e sua progressão rumo a Bangui.

A situação na República centro-Africana se agravou desde que, no início de dezembro, a coalizão Seleka rumasse para o norte do país ao considerar que o presidente, François Bozizé, não tinha respeitado os acordos de paz assinados em 2007.

Estes tratados contemplavam - entre outros assuntos - a integração de combatentes rebeldes no Exército centro-africano, a libertação de uma série de prisioneiros políticos e o pagamento aos milicianos sublevados que optassem pelo desarmamento.

Os guerrilheiros da Seleka, que ameaçam depor Bozizé se ele se negar a negociar, continuam tomando o controle de cidades no norte em sua marcha rumo a Bangui. 

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