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Irã cria órgão para administrar Estreito de Ormuz e sinaliza cobrança de pedágio

Novo órgão deve regular passagem de navios e cobrar tarifas em rota por onde passa cerca de 20% do petróleo global

Estreito de Ormuz: Irã anuncia controle sobre rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. (Constantine Johnny/Getty Images)

Estreito de Ormuz: Irã anuncia controle sobre rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. (Constantine Johnny/Getty Images)

Publicado em 18 de maio de 2026 às 10h39.

O principal órgão de segurança do Irã anunciou nesta segunda-feira, 18, a criação de uma nova estrutura para administrar o Estreito de Ormuz, em meio ao bloqueio de fato da passagem e à intenção de cobrar tarifas de navios que utilizam a rota estratégica.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional divulgou a medida na rede social X, por meio de uma publicação da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), afirmando que o novo sistema fornecerá “informações em tempo real sobre as operações” na região.

As atribuições do novo órgão ainda não foram detalhadas oficialmente, mas informações publicadas pela Lloyd’s List indicam que a estrutura poderá ser responsável por autorizar a passagem de navios e cobrar taxas de direito de trânsito no estreito.

A Marinha da Guarda Revolucionária também compartilhou a publicação, reforçando a sinalização de controle sobre a área.

Estratégia de controle e impacto global

O movimento ocorre após o Irã consolidar o bloqueio quase total da navegação na região desde o início da guerra com Estados Unidos e Israel, em fevereiro. Antes do conflito, cerca de 20% dos hidrocarbonetos consumidos no mundo passavam pela rota.

O controle da passagem marítima tem provocado instabilidade nos mercados globais e ampliado a pressão geopolítica sobre Teerã.

Desde o início da guerra, o Irã afirma que o tráfego no estreito não voltará às condições anteriores. Autoridades iranianas também indicaram, no mês passado, que já haviam recebido pagamentos iniciais de pedágio de embarcações.

O cenário ocorre em meio a um cessar-fogo frágil e à continuidade das tensões com Estados Unidos e Israel na região.

*Com AFP

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