Exame Logo

Rajoy descarta referendo de independência na Catalunha

Governo central espanhol rejeita a abordagem feita e o presidente Rajoy afirmou que vai se opor à realização de um referendo defensor da soberania

Mariano Rajoy: "não se pode pedir ao presidente do governo que negocie a soberania nacional" (Andrea Comas/Reuters)
DR

Da Redação

Publicado em 12 de novembro de 2014 às 15h52.

Madri - O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, descartou nesta quarta-feira a possibilidade de realizar uma reforma na Constituição para a convocação um referendo de independência na Catalunha .

No domingo passado, cerca de 2,3 milhões de residentes da comunidade autônoma do nordeste da Espanha , com 7,5 milhões de habitantes, participaram de uma votação informal que seus promotores apresentaram com o objetivo de manifestar o desejo da região de poder convocar uma consulta sobre a independência.

O governo central rejeita a abordagem feita e Rajoy, em seu primeiro encontro com a imprensa desde domingo, afirmou nesta quarta-feira que vai se opor à realização de um referendo defensor da soberania.

O chefe do Executivo espanhol ressaltou que a votação de domingo teve a participação de apenas um terço dos maiores de 16 anos que podiam votar, o que segundo sua opinião significa que a iniciativa do presidente catalão, Artur Mas, não convenceu os outros dois terços.

A abstenção desses cidadãos levou Rajoy a enfatizar que a Catalunha é plural e que os independentistas não são maioria.

O governo espanhol recorreu ao Tribunal Constitucional primeiramente devido à convocação formal da consulta e depois por causa do processo participativo, realizado no domingo. Ambos foram suspensos pelo tribunal.

Em resposta ao pedido de diálogo feito por Mas na segunda-feira, Mariano Rajoy afirmou que "não pode pedir ao presidente do Governo que negocie a soberania nacional".

Como via legal para tentar antecipar a proposta defensora da independência, Rajoy lembrou aos nacionalistas que o parlamento regional pode propor a reforma da Constituição, mas já antecipou que nem ele nem seu grupo, o Partido Popular (PP, centro-direita) estarão de acordo se isso significar "acabar" com a soberania nacional.

Uma eventual reforma constitucional na Espanha requer uma maioria parlamentar reforçada, tornando necessário o consenso com o principal partido da oposição, o Partido Socialista (PSOE). Líder do partido, Pedro Sánchez pediu para que Rajoy o convoque junto a Mas para discutir uma reforma constitucional.

Tal modificação não seria "para satisfazer a ansiedade do independentismo" dos nacionalistas catalães, mas para apostar em um modelo de Estado federal, segundo Sánchez, que garantiu a Rajoy a "lealdade" dos socialistas e concordou com ele que Artur Mas "fracassou" devido à grande parcela de catalães que decidiram não votar.

Antes de Rajoy falar à imprensa, Artur Mas discursou no parlamento catalão e pediu ao governo espanhol que faça mais política e recorra menos aos tribunais.

"Você pode discordar de um projeto político, mas não é necessário levá-lo sistematicamente aos tribunais e nem ativar a procuradoria. É ruim quando vamos resolver grandes desafios democráticos e só resta o recurso da procuradoria", afirmou Mas.

Foi assim que o líder nacionalista se referiu ao fato da procuradoria estudar uma denúncia contra Mas e outros integrantes de seu governo pela realização do processo participativo, que havia sido suspenso pelo Tribunal Constitucional.

Artur Mas garantiu que não teme a ação judicial e afirmou que, se isso acontecesse, seria uma "imagem dramática para a Espanha".

Estava prevista para esta quarta-feira uma reunião entre o procurador-geral do Estado e o procurador-chefe da Catalunha para estudar a apresentação de uma denúncia por possíveis responsabilidades penais no processo participativo de domingo.

Veja também

Madri - O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, descartou nesta quarta-feira a possibilidade de realizar uma reforma na Constituição para a convocação um referendo de independência na Catalunha .

No domingo passado, cerca de 2,3 milhões de residentes da comunidade autônoma do nordeste da Espanha , com 7,5 milhões de habitantes, participaram de uma votação informal que seus promotores apresentaram com o objetivo de manifestar o desejo da região de poder convocar uma consulta sobre a independência.

O governo central rejeita a abordagem feita e Rajoy, em seu primeiro encontro com a imprensa desde domingo, afirmou nesta quarta-feira que vai se opor à realização de um referendo defensor da soberania.

O chefe do Executivo espanhol ressaltou que a votação de domingo teve a participação de apenas um terço dos maiores de 16 anos que podiam votar, o que segundo sua opinião significa que a iniciativa do presidente catalão, Artur Mas, não convenceu os outros dois terços.

A abstenção desses cidadãos levou Rajoy a enfatizar que a Catalunha é plural e que os independentistas não são maioria.

O governo espanhol recorreu ao Tribunal Constitucional primeiramente devido à convocação formal da consulta e depois por causa do processo participativo, realizado no domingo. Ambos foram suspensos pelo tribunal.

Em resposta ao pedido de diálogo feito por Mas na segunda-feira, Mariano Rajoy afirmou que "não pode pedir ao presidente do Governo que negocie a soberania nacional".

Como via legal para tentar antecipar a proposta defensora da independência, Rajoy lembrou aos nacionalistas que o parlamento regional pode propor a reforma da Constituição, mas já antecipou que nem ele nem seu grupo, o Partido Popular (PP, centro-direita) estarão de acordo se isso significar "acabar" com a soberania nacional.

Uma eventual reforma constitucional na Espanha requer uma maioria parlamentar reforçada, tornando necessário o consenso com o principal partido da oposição, o Partido Socialista (PSOE). Líder do partido, Pedro Sánchez pediu para que Rajoy o convoque junto a Mas para discutir uma reforma constitucional.

Tal modificação não seria "para satisfazer a ansiedade do independentismo" dos nacionalistas catalães, mas para apostar em um modelo de Estado federal, segundo Sánchez, que garantiu a Rajoy a "lealdade" dos socialistas e concordou com ele que Artur Mas "fracassou" devido à grande parcela de catalães que decidiram não votar.

Antes de Rajoy falar à imprensa, Artur Mas discursou no parlamento catalão e pediu ao governo espanhol que faça mais política e recorra menos aos tribunais.

"Você pode discordar de um projeto político, mas não é necessário levá-lo sistematicamente aos tribunais e nem ativar a procuradoria. É ruim quando vamos resolver grandes desafios democráticos e só resta o recurso da procuradoria", afirmou Mas.

Foi assim que o líder nacionalista se referiu ao fato da procuradoria estudar uma denúncia contra Mas e outros integrantes de seu governo pela realização do processo participativo, que havia sido suspenso pelo Tribunal Constitucional.

Artur Mas garantiu que não teme a ação judicial e afirmou que, se isso acontecesse, seria uma "imagem dramática para a Espanha".

Estava prevista para esta quarta-feira uma reunião entre o procurador-geral do Estado e o procurador-chefe da Catalunha para estudar a apresentação de uma denúncia por possíveis responsabilidades penais no processo participativo de domingo.

Acompanhe tudo sobre:CatalunhaEspanhaEuropaGovernoPiigsPolítica

Mais lidas

exame no whatsapp

Receba as noticias da Exame no seu WhatsApp

Inscreva-se

Mais de Mundo

Mais na Exame