Mundo

Putin impulsionará cooperação nuclear em visita à Argentina

O presidente russo Vladimir Putin impulsionará a cooperação nuclear com a Argentina durante a visita oficial que fará no próximo sábado


	Presidente da Rússia, Vladimir Putin: Putin também passará por Cuba e Brasil
 (Bloomberg)

Presidente da Rússia, Vladimir Putin: Putin também passará por Cuba e Brasil (Bloomberg)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de julho de 2014 às 09h06.

Priorizar nos meus resultados Google

Moscou - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, impulsionará a cooperação nuclear com a Argentina durante a visita oficial que fará a Buenos Aires no próximo sábado dentro de sua viagem pela América Latina, informou nesta quinta-feira o Kremlin.

Segundo o assessor do presidente russo para assuntos internacionais, Yuri Ushakov, Putin deverá expor o interesse da corporação atômica russa Rosatom de participar da construção da usina nuclear argentina Atucha-III.

Ushakov adiantou que, após as conversas entre os presidentes da Rússia e da Argentina, Cristina Kirchner, ambos os líderes devem assinar um "acordo de cooperação no âmbito do uso da energia nuclear com fins pacíficos".

Há algumas semanas, o presidente da Rosatom, Sergei Kiriyenko, ressaltou o interesse de sua corporação em ampliar a cooperação com a América Latina, especialmente com Argentina e Brasil.

"Estamos interessados em ampliar nossa colaboração com Argentina e Brasil. Temos bons contatos", disse Kiriyenko ao ressaltar que a América Latina, um mercado não tradicional para a Rússia, é "uma das prioridades de desenvolvimento da Rosatom".

A construção da Atucha III, um projeto avaliado em US$ 3 bilhões, representará a quarta usina nuclear da Argentina.

No plano político, Ushakov destacou o grande nível de sintonia entre Moscou e Buenos Aires e acrescentou que as posturas de ambos os países frente a maioria dos problemas internacionais são coincidentes ou próximas.

"A Argentina compartilha nossa avaliação da situação na Ucrânia. Nossas posições são muito próximas", disse o assessor presidencial, que destacou que a presidente argentina criticou publicamente a diferença de abordagens ("dois pesos e duas medidas") do Ocidente diante de situações como a da Crimeia ou das ilhas Malvinas.

De acordo com Ushakov, Putin e Cristina Kirchner abordarão a interação de formatos regionais de integração, como a União Econômica Eurasiática, por uma parte, e Mercosul e Unasul, de outra.

A capital argentina será a segunda parada do líder do Kremlin em sua viagem pela América Latina, na qual também passará por Cuba e Brasil, onde participará de uma cúpula de potências emergentes (Brics) e acompanhará a final da Copa do Mundo.

Acompanhe tudo sobre:PolíticosInfraestruturaAmérica LatinaÁsiaEuropaEnergiaRússiaVladimir PutinArgentinaEnergia nuclear

Mais de Mundo

China tem as maiores reservas do mundo de 14 minerais estratégicos

Duas décadas depois do 11 de Setembro, EUA seguem vulneráveis ao terrorismo

Líbano e Arábia Saudita entram no radar da guerra no Irã; entenda

'Dividendo Trump': presidente dos EUA oferece US$ 5 mil em troca de voto