André Mendonça, relator das investigações do escândalo de desvios do INSS e do Banco Master (Carlos Moura/SCO/STF/Flickr)
Repórter especial em Brasília
Publicado em 11 de setembro de 2026 às 20h12.
Última atualização em 11 de setembro de 2026 às 21h15.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, na noite desta sexta-feira, 11, retirar o sigilo de casos de grande repercussão envolvendo o Banco Master, como os que envolvem a investigação sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no âmbito do caso Dark Horse e também inquéritos sobre o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, e os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner.
Mendonça atendeu a um pedido feito mais cedo nesta sexta-feira pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, de quebra do sigilo de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15556, o processo principal relacionado à Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias do Banco Master e de seu controlador, o empresário Daniel Vorcaro.
A informação foi antecipada pelo jornal O Globo e confirmada pela EXAME.
Em sua decisão, Mendonça diz que a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou o levantamento do sigilo de 18 processos. O ministro determinou, no entanto, a publicação de todos os documentos relativos a essas ações e mais 21 ações relacionadas ao caso Master.
De acordo com uma pessoa próxima ao relator do caso, o total de documentos a serem tornados públicos com a decisão chega a dezenas de milhares.
"Anoto, inicialmente, que referidos processos (cujo sigilo a PGR pediu que fosse levantado) não guardam relação com o objeto da pauta da sessão extraordinária a realizar-se na próxima terça-feira. De todo o modo, entendo não haver impedimento ao levantamento dos correspondentes sigilos", afirmou Mendonça na decisão, em referência à sessão plenária do STF marcada para o dia 15 de setembro, que julgará se a Corte abre uma investigação sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com Vorcaro.