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Presidente libanês diz que negociações com Israel serão sem intermediários

Presidente do Líbano, Joseph Aoun, recusa participação de terceiros para intermediar conversas

(FILES) President of the International Court of Justice (ICJ) Nawaf Salam listens on the second day of a two-day hearing in the case that Mexico has filed against Ecuador, at the International Justice court in the Hague, on May 1, 2024. Lebanese President Joseph Aoun picked Nawaf Salam, the presiding judge at the International Court of Justice in The Hague, as prime minister following consultations with lawmakers on January 13, 2025, the presidency said. (Photo by Remko de Waal / ANP / AFP) / Netherlands OUT (AFP)

(FILES) President of the International Court of Justice (ICJ) Nawaf Salam listens on the second day of a two-day hearing in the case that Mexico has filed against Ecuador, at the International Justice court in the Hague, on May 1, 2024. Lebanese President Joseph Aoun picked Nawaf Salam, the presiding judge at the International Court of Justice in The Hague, as prime minister following consultations with lawmakers on January 13, 2025, the presidency said. (Photo by Remko de Waal / ANP / AFP) / Netherlands OUT (AFP)

EFE
EFE

Agência de Notícias

Publicado em 20 de abril de 2026 às 18h42.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, anunciou nesta segunda-feira que seu país assumirá diretamente as negociações bilaterais com Israel por meio de uma delegação liderada pelo experiente diplomata libanês Simon Karam, e rejeitou a participação de outros atores como intermediários ou em representação do Líbano.

“O Líbano conduzirá as negociações bilaterais por meio de uma delegação liderada pelo embaixador Simon Karam, e ninguém mais participará dessa missão nem substituirá o Líbano”, disse Aoun durante um encontro com uma delegação do partido libanês Frente da Soberania em Beirute, segundo um comunicado da Presidência.

O presidente esclareceu que o objetivo dessas conversas é “suspender as hostilidades, pôr fim à ocupação israelense das regiões do sul e mobilizar o Exército libanês na fronteira sul internacionalmente reconhecida”.

Ele indicou que, durante uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, este expressou “sua total compreensão e disposição” em relação às demandas de Beirute e interveio junto a Israel para obter um cessar-fogo e preparar o início de um processo de negociação.

“Essas negociações porão fim à situação anômala e restabelecerão a autoridade e a soberania do Estado libanês sobre todo o seu território, especialmente o sul”, destacou Aoun, que pediu “o mais amplo apoio nacional” para a equipe de negociação libanesa.

Por fim, ele destacou que essas conversas são “independentes de quaisquer outras” e que o Líbano enfrenta duas opções claras: “ou a continuação da guerra, com suas graves repercussões humanitárias, sociais, econômicas e soberanas, ou as negociações para pôr fim a ela e alcançar uma estabilidade sustentável”.

“Eu optei pela negociação na esperança de que possamos salvar o Líbano”, concluiu.

O deputado libanês George Okais, presente na reunião com Aoun, considerou que “a raiz da crise no Líbano reside nas armas do (grupo xiita libanês) Hezbollah”, que se opõe às conversas e lança foguetes e projéteis contra Israel desde 2 de março em apoio ao Irã em sua guerra contra os Estados Unidos e o Estado judeu.

Segundo o parlamentar, cujo partido se opõe à formação xiita, o fato de o Hezbollah portar armas “obstrui o funcionamento do Estado e impede que este as monopolize”.

Desde 2 de março, cerca de 2.300 pessoas morreram devido à ofensiva militar e à invasão terrestre israelense contra o Líbano, que deslocou mais de um milhão de pessoas.

O anúncio do presidente libanês ocorre no âmbito dos esforços impulsionados por Washington para consolidar o cessar-fogo em vigor desde quinta-feira, 16 de abril, e avançar rumo a um acordo mais amplo que restaure a soberania libanesa no sul do país.

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