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Presidente eleito da Colômbia insiste em posse em quartel

Abelardo de la Espriella quer cerimônia em unidade militar no sul do país; atual presidente afirma que não autorizará o uso das Forças Armadas

Publicado em 14 de julho de 2026 às 12h45.

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou nesta segunda-feira, 13, que tomará posse no próximo dia 7 de agosto em uma guarnição militar no sul do país, apesar da oposição do presidente Gustavo Petro, que disse não autorizar a realização da cerimônia em instalações das Forças Armadas.

Em mensagem publicada nas redes sociais, De la Espriella afirmou que pretende cumprir a promessa feita durante a campanha eleitoral e prestar homenagem aos militares colombianos.

"Vou tomar posse no sul do país em uma guarnição militar para prestar uma homenagem solene aos heróis da pátria e aos militares que protegem a democracia, a liberdade e a institucionalidade", declarou.

Durante a campanha, o presidente eleito reforçou sua proximidade com as Forças Armadas ao adotar símbolos e discursos voltados ao setor, defendendo que os militares terão papel relevante em seu governo.

Petro rejeita cerimônia em unidade militar

Horas antes da manifestação de De la Espriella, Gustavo Petro afirmou, em publicação na rede social X, que continua sendo o comandante supremo das Forças Armadas até a transmissão do cargo e, por isso, determinou que nenhuma instalação militar seja utilizada para a posse presidencial.

"Ordeno que nenhum estabelecimento militar sirva para a posse de um presidente da República da Colômbia", escreveu o presidente.

O posicionamento abriu um impasse institucional sobre o local da cerimônia, já que o presidente eleito mantém a intenção de realizar o evento em uma base militar.

Diante da resistência do governo, De la Espriella fez um apelo ao novo Congresso colombiano, que será instalado em 20 de julho, para que apoie sua proposta. Segundo ele, os parlamentares têm a oportunidade de cumprir o mandato dado pelos eleitores e demonstrar compromisso com o país.

O presidente eleito também afirmou que pretende realizar uma cerimônia simples, defendendo uma política de austeridade para marcar o início do mandato. "Quero uma posse austera, sem esbanjamento", afirmou.

Constituição prevê posse perante o Congresso

A Constituição da Colômbia determina que a posse presidencial ocorra perante o Congresso. Tradicionalmente, a cerimônia é realizada no Salão Elíptico do Capitólio Nacional ou, como nas últimas administrações, na Praça de Bolívar, em Bogotá.

Não há registros de uma posse presidencial realizada em uma guarnição militar, como propõe De la Espriella. A mudança também levanta questionamentos sobre logística e segurança, já que o evento costuma reunir chefes de Estado, representantes de governos estrangeiros e organismos internacionais.

*Com EFE

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