Mundo

Premiê da Índia deixará cargo e apoia Gandhi como sucessor

Singh, 81 anos, tem comandado a Índia por uma década como chefe da coalizão de governo liderada pelo seu partido Congresso Nacional Indiano


	Manmohan Singh: "em poucos meses, após as eleições gerais, eu vou passar o bastão para um novo primeiro-ministro"
 (Getty Images)

Manmohan Singh: "em poucos meses, após as eleições gerais, eu vou passar o bastão para um novo primeiro-ministro" (Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de janeiro de 2014 às 11h06.

Nova Dhéli - O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, descartou nesta sexta-feira a permanência no cargo por mais um mandato após as eleições marcadas para maio e anunciou seu apoio a Rahul Ghandi, descendente da dinastia Nehru-Gandhi, para liderar o país caso seu partido saia vencedor da votação.

Singh, 81 anos, tem comandado a Índia por uma década como chefe da coalizão de governo liderada pelo seu partido Congresso Nacional Indiano (CNI). Havia uma grande expectativa de que ele deixasse o poder.

Caso seja escolhido para liderar o CNI nas eleições, Gandhi terá que lidar com escândalos de corrupção, uma insistente inflação e o baixo crescimento econômico na última década, fatores que, segundo pesquisas de opinião, têm deteriorado o apoio ao governo.

"Em poucos meses, após as eleições gerais, eu vou passar o bastão para um novo primeiro-ministro", disse Singh em um rara coletiva de imprensa, acrescentando que uma "nova geração" conduziria o país.

Singh disse que Gandhi, de 43 anos, deveria ser o candidato a primeiro-ministro do CNI nas eleições.

"Rahul Gandhi possui excelentes credenciais para ser nomeado como candidato e eu espero que nosso partido tome essa decisão no momento apropriado." Uma reunião de cúpula do CNI está marcada para 17 de janeiro, após a qual deverá anunciar seu candidato.

Seja qual for o escolhido, ele terá como adversário Narendra Modi, do Partido Bharatiya Janata (PBJ), que está à frente nas pesquisas de intenção de voto.

Acompanhe tudo sobre:PolíticaÁsiaÍndiaGoverno

Mais de Mundo

Iván Cepeda reconhece derrota e confirma vitória da direita na Colômbia

EUA dizem que vão monitorar uso de ativos iranianos liberados por acordo

OMS testa antivirais contra ebola em surto na RD Congo

Trump diz que Irã não cobrará taxas de navios no Estreito de Ormuz