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Popularidade do governo cai por escândalo de corrupção

Se uma eleição fosse convocada agora, os dois maiores partidos da Espanha entrariam na disputa praticamente empatados, segundo uma pesquisa do instituto Metroscopia


	77% desaprovaram Rajoy como líder de governo, e 85% disseram confiar pouco ou não confiar nele
 (REUTERS/Susana Vera)

77% desaprovaram Rajoy como líder de governo, e 85% disseram confiar pouco ou não confiar nele (REUTERS/Susana Vera)

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Da Redação

Publicado em 13 de junho de 2013 às 07h48.

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Madri - A popularidade do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, e do seu Partido Popular (PP) tem caído, segundo pesquisas de opinião divulgadas neste domingo, em meio ao escândalo de corrupção que afeta o país.

Nos últimos dias, informações na imprensa acusaram lideranças do Partido Popular, inclusive Rajoy, de receberem propinas de um fundo operado por um ex-tesoureiro do partido.

Rajoy tem negado as irregularidades, mas o escândalo provocou a fúria de espanhóis, já decepcionados com o governo e afetados pela recessão e pelo desemprego.

O PP, de centro-direita, chegou ao poder com larga vantagem em 2011, quando os eleitores rejeitaram as políticas do PSOE, partido dos socialistas.

Se uma eleição fosse convocada agora, os dois maiores partidos da Espanha entrariam na disputa praticamente empatados, segundo uma pesquisa do instituto Metroscopia, publicada pelo jornal El País.

O levantamento mostra que 23,9 por cento das pessoas votariam no PP, o menor nível de apoio ao partido desde as eleições de 2011. A mesma pesquisa no mês passado registrou 29,8 por cento de apoio ao PP. O PSOE teve 23,5 por centro das preferências, praticamente o mesmo percentual registrado no mês anterior.

Ao todo, 77 por cento desaprovaram Rajoy como líder de governo, e 85 por cento disseram confiar pouco ou não confiar nele.

O líder da oposição, o socialista Alfredo Pérez Rubalcaba, não aumentou sua popularidade por causa do escândalo. A pesquisa mostrou que 89 por cento não confiam nele.

Quase todos os entrevistados disseram que a corrupção é geral e não é punida de forma adequada. A pesquisa foi realizada nos dias 30 de janeiro e 1 de fevereiro. Mil pessoas foram ouvidas no país.

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