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PIB dos EUA desacelera para 2,2% em 2025, ano da volta de Trump

Dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo governo americano

Tensões com Irã levam EUA a recomendar evacuação de cidadãos no Iraque (Sven Hoppe/Getty Images)

Tensões com Irã levam EUA a recomendar evacuação de cidadãos no Iraque (Sven Hoppe/Getty Images)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 10h34.

Última atualização em 20 de fevereiro de 2026 às 10h58.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos teve alta de 2,2% em 2025, segundo dados divulgados pelo governo americano nesta sexta-feira, 20.

Também foram divulgados os dados de crescimento do quarto trimestre. A alta no período foi de 1,4%, o que indica uma desaceleração forte frente ao terceiro trimestre, quando houve alta de 4,4%.

Os percentuais vieram abaixo do esperado. O Bank of America esperava alta anual de 2,4%, e analistas ouvidos pela Reuters esperavam, em média, alta de 3% no quarto trimestre.

A economia americana teve um ano de menor crescimento na comparação com os últimos dois anos. Em 2024, ainda sob o governo do presidente Joe Biden, a alta no PIB foi de 2,8%. No ano anterior, 2023, o avanço foi de 2,9%.

Entre as razões para o esfriamento, estão as incertezas trazidas pelas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump e um longo período de shutdown, em que o governo americano ficou paralisado por seis semanas, por falta de acordo no Congresso sobre o Orçamento.

Já os principais motores de crescimento na reta final de 2025 foram os gastos dos consumidores e os investimentos. Do outro lado, os gastos do governo tiveram queda, assim como as exportações.

Para 2026, a expectativa de crescimento dos EUA é de 2,2%, segundo economistas ouvidos pelo Wall Street Journal. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê alta de 2,4%.

Impactos de Trump

Em 2025, Trump tomou posse e encaminhou uma série de medidas para tentar mudar a economia americana. A principal delas foi a imposição de tarifas a praticamente todos os seus parceiros comerciais. As taxas tem sido modificadas diversas vezes, o que gera um clima de incerteza.

Trump também fez cortes de impostos a pessoas físicas e empresas, para estimular a economia, e buscou mais investimentos externos para os EUA. Ele também defende que mais fábricas voltem ao país e estimula o aumento da exploração de carvão e petróleo, enquanto cortou estímulos para energias limpas, como subsídios a carros elétricos.

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