Mundo

Peru acha restos de pessoas supostamente mortas pela polícia

Autoridades encontraram cinco valas com restos mortais de 60 pessoas, entre elas crianças, presumidamente assassinadas por uma patrulha policial há três décadas


	Peru: fossas foram descobertas em uma localidade da região andina de Ayacucho
 (Wikimedia Commons)

Peru: fossas foram descobertas em uma localidade da região andina de Ayacucho (Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de agosto de 2015 às 19h25.

Lima - Autoridades peruanas encontraram cinco valas com restos mortais de 60 pessoas, entre elas crianças, presumidamente assassinadas por uma patrulha policial há três décadas durante uma guerra contra o grupo rebelde Sendero Luminoso, disse nesta quarta-feira o Ministério Público.

As fossas foram descobertas em uma localidade da região andina de Ayacucho, centro de uma violência política vivida pelo país e que deixou quase 70.000 mortos e desaparecidos, de acordo com dados da Comissão da Verdade.

"De acordo com a investigação, o crime aconteceu em janeiro de 1985", disse um comunicado do Ministério Público. "Segundo testemunhos recolhidos na investigação, as vítimas teriam sido assassinadas por membros das Forças Especiais da Polícia Nacional, denominados Sinchis", acrescentou.

O ministério informou que uma das fossas continha restos ósseos de aproximadamente 50 pessoas, entre elas crianças, mulheres e velhos, vítimas de uma incursão policial enquanto dormiam.

O Sendero Luminoso sofreu um forte golpe com a captura de seu líder, Abimael Guzmán, em 1992, mas seus remanescentes, no entanto, operam em uma zona andina em aliança com narcotraficantes, segundo investigações das forças de segurança.

Acompanhe tudo sobre:América LatinaCriançasPeruPoliciais

Mais de Mundo

Irã transfere base da Copa de 2026 para o México para evitar problemas com vistos

Emirados dizem ver 50% de chance de acordo entre EUA e Irã sobre Ormuz

Congo ultrapassa 900 casos suspeitos ou confirmados de ebola, diz OMS

Por que a guerra entre EUA e Irã ainda ameaça petróleo, energia e mercados