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Pence: paciência acabou; Netflix…

“Falem com minha mão” O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou observadores internacionais que questionaram o resultado do referendo turco no domingo 16, alegando que a oposição teve pouco espaço de campanha. “Nós não vamos reconhecer nenhum relatório que vocês fizerem. Falem com minha mão”, disse o presidente num comício para apoiadores. Com 99% […]

MIKE PENCE: vice-presidente americano foi à fronteira entre as Coreias e deu ultimato aos norte-coreanos / Kim Hong-Ji/Reuters

MIKE PENCE: vice-presidente americano foi à fronteira entre as Coreias e deu ultimato aos norte-coreanos / Kim Hong-Ji/Reuters

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Da Redação

Publicado em 17 de abril de 2017 às 18h54.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h27.

“Falem com minha mão”

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou observadores internacionais que questionaram o resultado do referendo turco no domingo 16, alegando que a oposição teve pouco espaço de campanha. “Nós não vamos reconhecer nenhum relatório que vocês fizerem. Falem com minha mão”, disse o presidente num comício para apoiadores. Com 99% das urnas apuradas, 51,4% dos eleitores decidiu por apoiar uma mudança constitucional que altera o sistema de parlamentarista para presidencialista, dando mais poderes a Erdogan. Milhares de pessoas protestaram contra o resultado em alguns bairros de Istambul.

A paciência acabou

Em visita à Coreia do Sul, o vice-presidente americano, Mike Pence, disse que “a era da paciência estratégica” com a Coreia do Norte acabou. “Estamos conversando com esse cavalheiro por muito tempo”, disse Pence, referindo-se ao ditador norte-coreano, Kim Jong-un. No fim de semana, Pyongyang fez uma exibição de mísseis e tentou, sem sucesso, realizar seu sexto teste nuclear desde 2005. Pence também afirmou que as coisas serão diferentes no governo do presidente Donald Trump e que, com os ataques na Síria e no Afeganistão, “o mundo testemunhou a força e a determinação de nosso novo presidente”. O embaixador da Coreia do Norte na Organização das Nações Unidas (ONU), Kim In Ryong, disse que o país está “pronto para reagir a qualquer tipo de guerra”.

King Jong-un e Assad

O ditador norte-coreano, Kim Jong-un, enviou ao presidente sírio, Bashar al-Assad, uma carta de parabéns pelos 70 anos de independência da Síria, segundo informou a agência de notícias norte-coreana KCNA. Kim disse “expressar um apoio e uma aliança fortes com o governo sírio” e condenou o “ato violento e invasivo” dos Estados Unidos contra o país. Uma base militar síria foi bombardeada por forças americanas no dia 14 de abril, em represália a um ataque de gás químico contra civis que o Ocidente acusa Assad de ter ordenado.

Paraguai: Cartes desiste

O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, anunciou que não vai mais tentar a reeleição nas eleições do ano que vem. O tema gerou caos no país após aliados de Cartes aprovarem no Senado uma emenda que permitiria a reeleição, proibida pela Constituição após o fim da ditadura no país. Classificada como golpe pela oposição, a medida tramita agora na Câmara e é alvo de grandes protestos. Apesar da desistência, líderes do partido de Cartes afirmaram que seguirão tentando passar a emenda. O presidente disse esperar que seu gesto “sirva para aprofundar o diálogo” sobre a questão.

 

Lealdade incondicional

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, recebeu do Exército uma promessa de “lealdade incondicional”, em uma cerimônia convocada pelo presidente para esta segunda-feira. O evento foi uma resposta do presidente a um protesto massivo convocado pela oposição para quarta-feira 19, que vem sendo chamado de “marcha das marchas”. Os protestos contra Maduro intensificaram-se em abril, após a Justiça, apoiadora do presidente, tentar tomar posse da Assembleia Legislativa, controlada pela oposição. Desde então, cinco pessoas já morreram nas manifestações.

Netflix: crescimento menor

O serviço de streaming de vídeos Netflix, o mais assistido dos Estados Unidos, teve um aumento de usuários ligeiramente menor do que o esperado no primeiro trimestre de 2017. A empresa, que tem 98,75 milhões de assinantes, ganhou 4,9 milhões de clientes, ante os 5,2 esperados. Ainda assim, os números não foram de todo desanimadores: o faturamento fechou em 2,94 bilhões de dólares, um crescimento de 35% em relação ao mesmo período de 2016. Com sua política de investir em séries próprias, a empresa planeja gastar 6 bilhões de dólares em conteúdo original neste ano e mais 1 bilhão em marketing.

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