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Parlamento alemão aprova controversa lei de espionagem

A seção mais controversa da lei é uma cláusula que permite que o governo intercepte comunicações de entidades estrangeiras

Alemanha: "Como nós queremos encontrar suspeitos de terrorismo? Como queremos detectá-los se não através destes meios?" (Tobias Schwarz/Reuters)

Alemanha: "Como nós queremos encontrar suspeitos de terrorismo? Como queremos detectá-los se não através destes meios?" (Tobias Schwarz/Reuters)

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Reuters

Publicado em 21 de outubro de 2016 às 16h00.

Berlim - O parlamento alemão aprovou nesta sexta-feira uma lei que o governo diz que apertará a supervisão da agência de espionagem BND, enquanto críticos em um país particularmente sensível a violações de privacidade insistem que a reforma faz exatamente o oposto.

A seção mais controversa da lei é uma cláusula que permite que o Bundesnachrichtendienst intercepte comunicações de entidades estrangeiras e indivíduos em solo alemão e no exterior que passem por um grande ponto de trocas de tráfego internet em Frankfurt.

O governo diz que isto é necessário para detectar o possível planejamento de ataques por militantes na Alemanha ou na Europa.

"Como nós queremos encontrar suspeitos de terrorismo? Como queremos detectá-los se não através destes meios?", questionou Clemens Binninger, um parlamentar do partido conservador da Chanceler Angela Merkel.

As mudanças legais alarmaram alguns alemães que dão grande importância à privacidade em meio às persistentes memórias da Gestapo nazista e a polícia de segurança Stasi, da antiga Alemanha Oriental.

A lei estipula que através desta atividade não pode ser descartado o fato de que as comunicações de cidadãos e entidades alemãs também podem ser acidentalmente interceptados, uma grande mudança para a BND, que foi proibida de espionar alemães.

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