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Para emissário, programa nuclear norte-coreano não gera crise

Em encontro com o ministro sul-coreano das Relações Exteriores, o norte-americano afirmou que EUA já tinham conhecimento da usina há algum tempo

Stephen Bosworth admitiu que precisa de mais informações sobre o programa norte-coreano (Getty Images)

Stephen Bosworth admitiu que precisa de mais informações sobre o programa norte-coreano (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 22 de novembro de 2010 às 09h19.

Seul - A nova instalação norte-coreana de enriquecimento de urânio constituiu um fato "infeliz", mas não é motivo de crise, afirmou nesta segunda-feira o enviado especial americano para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, segundo a agência sul-coreana Yonhap.

"Sabemos há algum tempo", declarou o emissário americano durante um encontro com o ministro sul-coreano das Relações Exteriores, Kim Sung-Hwan.

"É muito infeliz, mas não uma crise", completou.

O ministro sul-coreano também relativizou as revelações sobre a usina norte-coreana.

"Precisamos de mais informação e análises sobre a realidade deste programa", disse.

O governo do Japão, no entanto, considerou a nova usina de enriquecimento de urânio inaceitável.

"O desenvolvimento nuclear norte-coreano é totalmente inaceitável do ponto de vista da segurança do Japão e da paz e estabilidade na região", disse o porta-voz do governo de Tóquio, Yoshito Sengoku.

A Coreia do Norte revelou o programa de enriquecimento de urânio durante uma visita na semana passada do cientista americano Siegfried Hecker, que teve acesso à usina. Pyongyang alega que o local tem pelo menos mil centrífugas.

Um alto funcionário do governo americano afirmou no domingo que a usina é uma "nova provocação" e pode ter como objetivo obter concessões da comunidade internacional.

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