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Para China, afirmações dos EUA prejudicam relação bilateral

"A China está profundamente insatisfeita e se opõe firmemente" a esses comentários, afirmou uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês


	Praça da Paz: EUA teria pedido para que China apurasse as mortes e desaparecimentos de chineses em Pequim, há 27 anos
 (Jewel Samad/AFP)

Praça da Paz: EUA teria pedido para que China apurasse as mortes e desaparecimentos de chineses em Pequim, há 27 anos (Jewel Samad/AFP)

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Da Redação

Publicado em 4 de junho de 2016 às 15h59.

São Paulo - A China criticou neste sábado os comentários dos Estados Unidos sobre o massacre da Praça da Paz Celestial, sobre o quais afirmou que são prejudiciais para a relação bilateral.

"A China está profundamente insatisfeita e se opõe firmemente" a esses comentários, afirmou uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, em comunicado.

A representante chinesa se referia ao comunicado emitido ontem pelo porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner, no qual pediu à China uma "apuração pública completa" dos mortos, detidos e desaparecidos no massacre cometido pelo exército na praça de Praça da Paz Celestial em Pequim, que completou 27 anos neste sábado.

Toner também exigiu o "fim da censura das discussões" sobre a tragédia e afirmou que na China segue havendo violações dos direitos humanos, como a detenção no último ano de "centenas de ativistas de direitos humanos, advogados, jornalistas e líderes da sociedade civil".

"Urgimos o governo chinês a respeitar os direitos universais e a liberdade de todos seus cidadãos", acrescentou o porta-voz americano.

Para Hua, as declarações que os EUA realizam ano após ano afetam à relação bilateral, razão pela qual pediu que Washington deixe para trás o preconceito político e retifique seus erros a fim de evitar danos maiores às relações. 

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