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Papa diz que guerra na Ucrânia seria 'loucura' e apoia negociações

Falando em sua audiência geral de quarta-feira, Francisco agradeceu aos que participaram de seu dia internacional de oração pela paz na Ucrânia, em 26 de janeiro

Papa: A maioria dos ucranianos segue o Cristianismo Ortodoxo, mas o país também abriga seu próprio ramo da Igreja Católica (Filippo Monteforte/Reuters)

Papa: A maioria dos ucranianos segue o Cristianismo Ortodoxo, mas o país também abriga seu próprio ramo da Igreja Católica (Filippo Monteforte/Reuters)

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Reuters

Publicado em 9 de fevereiro de 2022 às 13h33.

Última atualização em 9 de fevereiro de 2022 às 13h37.

O papa Francisco disse nesta quarta-feira que uma guerra na Ucrânia seria uma "loucura" e espera que as tensões entre o país e a Rússia possam ser superadas por meio de um diálogo multilateral.

Falando em sua audiência geral de quarta-feira, Francisco agradeceu aos que participaram de seu dia internacional de oração pela paz na Ucrânia, em 26 de janeiro.

"Continuemos a implorar ao Deus da paz para que as tensões e ameaças de guerra possam ser superadas por meio de um diálogo sério e que as conversações do formato da Normandia possam contribuir para esse objetivo", disse ele, referindo-se às negociações envolvendo Rússia e Ucrânia, intermediadas por Alemanha e França. "E não vamos esquecer. A guerra é uma loucura", acrescentou ele.

A Rússia reuniu tropas perto da Ucrânia, mas nega as acusações ocidentais de que está planejando um ataque.

A maioria dos ucranianos segue o Cristianismo Ortodoxo, mas o país também abriga seu próprio ramo da Igreja Católica, que pratica um rito oriental semelhante ao culto ortodoxo enquanto proclama lealdade ao papa em Roma.

Na terça-feira, o líder dos católicos de rito oriental da Ucrânia disse que convidou Francisco para uma visita, chamando-a de um grande gesto que ajudaria a trazer paz.

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