Mundo

Papa afirma ter incertezas em sua fé

"Todos experimentamos extravios, incertezas, dúvidas. Quem não experimentou? Todos, eu também! Faz parte da fé", afirmou o papa


	Papa Francisco: Francisco também pediu aos fieis que rezem e "encontrem o valor e a humildade para abrir-se aos demais e pedir-lhes ajuda" em momentos de crise
 (Luca Zennaro/Reuters)

Papa Francisco: Francisco também pediu aos fieis que rezem e "encontrem o valor e a humildade para abrir-se aos demais e pedir-lhes ajuda" em momentos de crise (Luca Zennaro/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 30 de outubro de 2013 às 11h23.

Todo mundo, inclusive o Papa, tem incertezas e dúvidas sobre sua fé, mas isso não é motivo de preocupação, afirmou nesta quarta-feira o sumo pontífice argentino Francisco durante sua audiência geral.

"Todos experimentamos extravios, incertezas, dúvidas. Quem não experimentou? Todos, eu também! Faz parte da fé", afirmou diante de mais de 50.000 fieis de todo o mundo reunidos na praça de São Pedro, no Vaticano.

"Somos seres marcados por fragilidades e limites, não há por que preocupar-se", acrescentou.

Francisco também pediu aos fieis que rezem e "encontrem o valor e a humildade para abrir-se aos demais e pedir-lhes ajuda" em momentos de crise.

Com um enfoque muito diferente de seu predecessor, Bento XVI, Francisco se coloca no nível dos cristãos e assegura que quer ser um "papa normal", reconhecendo que é pecador, tem grandes defeitos, como ser desorganizado ou autoritário, e que cometeu erros e viveu crise morais.

Esta forma de apresentar-se é criticada por alguns crentes, que acham que o Papa, o vigário de Deus na Terra, não deveria descer de seu pedestal.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosReligiãoPapasPapa FranciscoIgreja CatólicaVaticano

Mais de Mundo

EUA dizem que podem assinar acordo com Irã nos 'próximos dias'

Equador corta impostos e reduz preço da cerveja para apoiar seleção na Copa do Mundo

Surto de Ebola se espalha pelo Congo e tem 'escala muito maior', diz OMS

Ministro iraniano diz que acordo com EUA 'nunca esteve tão próximo'