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Palestinos ameaçam denunciar Israel a órgãos internacionais

Palestinos ameaçaram recorrer a instâncias internacionais e apresentar denúncias contra a construção de novas colônias israelenses

Homem exibe bandeira palestina: construção de novas colônias pode levar as atuais discussões de paz ao fracasso, dizem palestinos (Marco Longari/AFP)

Homem exibe bandeira palestina: construção de novas colônias pode levar as atuais discussões de paz ao fracasso, dizem palestinos (Marco Longari/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de agosto de 2013 às 09h07.

Beit Jala - Os palestinos ameaçaram nesta quarta-feira recorrer a instâncias internacionais e apresentar denúncias contra a construção de novas colônias israelenses que, segundo eles, pode levar as atuais discussões de paz ao fracasso.

"Não se trata apenas de pontos em um mapa, mas de medidas deliberadas e destruidoras que buscam impedir a criação de um Estado palestino", afirmou Hanane Achraui, do comitê executivo da Organização pela Libertação da Palestina (OLP).

Achraui se refere ao recente anúncio do governo israelense sobre a construção de mais de 2.000 casas nas colônias da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, pouco antes da retomada, em Jerusalém, em 14 de agosto, das negociações diretas entre ambos os lados.

"Se Israel executar os projetos, nós nos veremos obrigados a recorrer a um procedimento jurídico perante instâncias internacionais", advertiu ele aos jornalistas, em entrevista perto do bairro de colonização israelense de Gilo em Jerusalém Oriental.

Os negociadores israelenses e palestinos voltaram a se reunir na terça, em Jerusalém, uma semana depois da retomada formal das discussões.

Os primeiros contatos diretos promovidos pelo secretário de Estado americano, John Kerry, aconteceram em 29 e 30 de julho, em Washington, após uma paralisia de três anos. Os contatos anteriores, em setembro de 2010, fracassaram diante da continuação da colonização israelense.

Nas discussões de terça, "não houve avanços, nem acordo. As discussões não se concentraram em pontos precisos", afirmou Achraui.

"O objetivo é que ambas as partes se falem. São elas que devem determinar o resultado final, não os Estados Unidos", lembrou a porta-voz do Departamento de Estado, Jennifer Psaki, ao comentar o papel de "facilitador" do enviado especial americano, Martin Indyk.

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