Mundo

Otan disposta a reforçar apoio à Ucrânia

Otan está disposta a reforçar seu apoio à Ucrânia diante da agressão da Rússia


	Anders Fogh Rasmussen: Otan alertou para a presença militar da Rússia na fronteira
 (Jock Fistick/Bloomberg)

Anders Fogh Rasmussen: Otan alertou para a presença militar da Rússia na fronteira (Jock Fistick/Bloomberg)

DR

Da Redação

Publicado em 7 de agosto de 2014 às 14h56.

Kiev - A Otan está disposta a reforçar seu apoio à Ucrânia diante da agressão da Rússia, convocada a retirar suas tropas da fronteira ucraniana e a não intervir sob o pretexto de uma manutenção da paz, declarou nesta quinta-feira seu secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen.

"A Rússia reuniu um grande número de tropas na fronteira com a Ucrânia para proteger os separatistas e para utilizar qualquer pretexto para intervir mais", declarou Rasmussen em uma coletiva de imprensa em Kiev.

"Faço um apelo à Rússia para que se retire da beira do abismo, para que se retire da fronteira. Não utilizem a manutenção da paz como um pretexto para a guerra", acrescentou.

A Otan alertou nestes últimos dias para a crescente presença militar da Rússia na fronteira com a Ucrânia, que passou de 12.000 homens em meados de julho a 20.000 homens atualmente, segundo a Otan. A Aliança Atlântica teme que Moscou, que pede medidas urgentes para ajudar a população civil no leste, intervenha sob pretextos humanitários.

"A liberdade e o futuro da Ucrânia estão sendo atacados", advertiu Rasmussen.

"O apoio da Rússia aos separatistas continua. Intensifica-se por sua escala e sofisticação", declarou, acrescentando que a queda do voo da Malaysia Airlines no dia 17 de julho mostrava as consequências deste apoio.

Acompanhe tudo sobre:ÁsiaEuropaOtanRússiaCrise políticaUcrânia

Mais de Mundo

Trump diz ter visão 'semelhante' à de Xi Jinping sobre conflito no Irã

Irã diz que falta de confiança nos EUA dificulta avanço das negociações

Brics encerra reunião sem consenso sobre guerra no Oriente Médio

Diretor da CIA visita Cuba e leva mensagem de Trump sobre mudanças no regime