Repórter
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 21h05.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira, 20 de janeiro, que seu governo iniciará “muito em breve” ações contra o tráfico de drogas por rotas terrestres.
"Estamos começando a fazer isso por terra. Por terra é muito mais fácil", declarou Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca.
O republicano destacou que as operações das forças americanas contra embarcações suspeitas no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico teriam diminuído o volume de entorpecentes entrando no país por via marítima. Segundo ele, 97% das drogas que entram por via marítima foram eliminadas.
"Retiramos quase 100% das drogas que entram por via marítima. Agora, muito em breve, começaremos a impedir a entrada de drogas por terra. Sabemos exatamente de onde elas vêm", acrescentou.
No entanto, o presidente americano não especificou quais países estariam envolvidos no envio de drogas por terra, nem detalhou quais medidas seriam adotadas nesse novo esforço de combate ao tráfico.
Na coletiva de imprensa, Trump manifestou satisfação com o novo governo da Venezuela, agora liderada por Delcy Rodriguez. Ela assumiu interinamente a presidência do país após a captura de Nicolás Maduro em operação militar dos EUA em Caracas.
"Agora, eu estou amando a Venezuela. Estão trabalhando conosco tão bem, está sendo tão bom", disse o republicano.
Trump também mencionou María Corina Machado, líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, dizendo que poderia "envolvê-la" de alguma forma na situação da Venezuela. No entanto, não forneceu detalhes adicionais sobre essa possível participação.
O líder venezuelano Nicolás Maduro foi preso no início do mês, ao lado da esposa, Cilia Flores, em meio a uma operação militar, ordenada por Trump, em Caracas. O casal foi levado para um centro de detenção no Brooklyn, em Nova York.
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Maduro, de 63 anos, responde por quatro acusações criminais em um tribunal federal de Nova York, entre elas, narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de armamentos de uso restrito. Durante a audiência, ele reafirmou inocência.
Maduro é acusado de liderar uma rede transnacional de tráfico de drogas com conexões com cartéis mexicanos como Sinaloa e Los Zetas, além das guerrilhas colombianas das FARC e o grupo venezuelano Tren de Aragua. Maduro nega envolvimento e classifica as acusações como manobra imperialista, alegando interesses nos recursos petrolíferos da Venezuela.
A operação militar dos EUA em Caracas, considerada a mais contundente na América Latina desde a invasão do Panamá, em 1989, foi debatida no Conselho de Segurança da ONU. A Rússia, a China e países aliados ao governo venezuelano condenaram a ação.