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Após 1º ano de mandato, Trump celebra 'conquistas' na economia e no controle da imigração dos EUA

Em coletiva de imprensa, o presidente americano também afirmou que está satisfeito com os novos rumos da política da Venezuela, após prisão de Nicolás Maduro

Donald Trump: em coletiva de imprensa, presidente americano fez um balanço do primeiro ano de seu novo mandato (	Alex Wong/Getty Images)

Donald Trump: em coletiva de imprensa, presidente americano fez um balanço do primeiro ano de seu novo mandato ( Alex Wong/Getty Images)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 18h21.

Última atualização em 20 de janeiro de 2026 às 18h22.

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No dia em que completa um ano desde sua segunda posse, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compareceu a uma entrevista coletiva nesta terça‑feira-feira, 20, onde enumerou o que chamou de "conquistas de seu governo". Ao lado da secretária de imprensa, Karoline Leavitt, ele destacou os impactos das políticas migratórias na segurança pública e sua avaliação sobre a operação na Venezuela.

As declarações ocorreram no contexto de tensões crescentes com a Groenlândia e dias antes de sua participação no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, onde o tema entrou na agenda de debates.

Ao iniciar a fala, Trump apresentou um livro com 365 pontos de argumentação preparado pela Casa Branca para os jornalistas, listando tudo aquilo que sua equipe define como realizações do primeiro ano de governo.

Crise em Minnesota

Entre os principais tópicos, Trump apontou que sua administração teria detido o que chamou de “assassinos e traficantes de drogas” no estado de Minnesota. Durante essa parte, ele mostrou imagens impressas de indivíduos sob o título “Minnesota: os piores dos piores”, afirmando que todos eram “imigrantes ilegais criminosos”.

Ao avaliar a situação no estado, o republicano fez críticas ao governo de Joe Biden e chamou o ex-presidente de "sonolento".

"Elas foram autorizadas a entrar pelo sonolento Joe Biden, pelo corrupto Joe Biden, como você preferir chamar", disse Trump, mencionando o caso de Renée Good, americana morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) no início do mês.

E acrescentou: "Todos [os agentes] querem tirar [criminosos] do nosso país, e o que enfrentamos são agitadores pagos. Quando aquela mulher foi baleada, eu fiquei muito abalado. E entendo os dois lados. [Mas] havia outra mulher gritando ‘vergonha’ [ao fundo]. Eu disse: ‘Essa não é uma pessoa normal’. Eles querem ver o nosso país fracassar, mas isso não vai acontecer".

'Estou amando a Venezuela'

Na coletiva de imprensa, Trump também manifestou satisfação com o novo governo da Venezuela, agora liderada por Delcy Rodriguez. Ela assumiu interinamente a presidência do país após a captura de Nicolás Maduro em operação militar dos EUA em Caracas.

"Agora, eu estou amando a Venezuela. Estão trabalhando conosco tão bem, está sendo tão bom", disse o republicano.

Trump também mencionou María Corina Machado, líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, dizendo que poderia "envolvê-la" de alguma forma na situação da Venezuela. No entanto, não forneceu detalhes adicionais sobre essa possível participação.

Fim da estagflação

Trump afirmou que os Estados Unidos conseguiu superar o cenário de estagflação e culpou o ex-presidente Joe Biden pelos problemas econômicos do país.

Segundo ele, o momento no país é promissor, pois novas empresas estão investindo nos EUA e gerando mais empregos aos americanos.

"Nós acabamos com a estagflação do governo Biden, isso era um desastre, porque é pior que uma inflação. Nós tivemos a maior inflação da história do país e chegamos a um número normal. Criamos um crescimento altíssimo, os EUA estão explodindo (no bom sentido) e temos milhares de novas empresas em construção. Algumas das maiores fábricas do mundo estão sendo construídas agora no nosso país, ao invés de ir para outros países".

Trump também celebrou o desempenho econômico do país e acusou que os resultados poderiam ser piores por causa do shutdown. E acusou os membros do Partido Democrata de provocarem a crise.

"Temos o quarto maior PIB já registrado, com um crescimento superior a 5%, apesar do shutdown provocado pelos democratas que fecharam o país. No passado tinhamos números bons, mas se baixassem as taxas de juros, poderíamos fazer ainda mais".

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