Oposição exige que conselho não eleito governe a Tailândia

Líder dos protestos antigovernistas na Tailândia pretende criar conselho não eleito que realize reforma política antes das eleições, no final de 2014 ou em 2015

Bangcoc - O líder dos protestos antigovernistas na Tailândia, Suthep Thaugsuban, detalhou nesta sexta-feira seu plano para criar um "conselho popular" não eleito que realize uma reforma política antes das eleições, no final de 2014 ou em 2015.

Em um discurso à imprensa, Thaugsuban pediu à primeira-ministra, Yingluck Shinawatra que renuncie, cancele as eleições previstas para 2 de fevereiro e aceite o roteiro de sua plataforma, o Comitê Popular de Reforma Democrática (CPRD).

"Primeiro precisamos de uma reforma e depois de eleições, portanto não há problema se podemos conseguir isso antes de 2 de fevereiro ou no ano que vem. Pedimos ao povo que boicote essas eleições, que a adiem até que a reforma termine", disse o líder opositor.

Thaugsuban tem dito que a comunidade internacional precisa entender que as reformas são necessárias, já que a corrupção e a compra de votos instituíram, na sua opinião, um sistema político ilegítimo.

A chefe do governo fez um apelo à compreensão e se mostrou aberta a negociar reformas, mas não a renunciar e ceder o poder a um conselho não eleito, o que considera inconstitucional.

Após várias semanas de protestos antigovernistas que se tornaram violentos no final de novembro, Yingluck dissolveu o parlamento e convocou eleições antecipadas para resolver a crise.


No entanto, seus opositores pedem uma reforma profunda da Administração para acabar com o que chamam o "regime de Thaksin" Shinawatra, em referência ao irmão de Yingluck, antigo primeiro-ministro, que acusam de comandar o poder do exílio.

Thaksin, que foi deposto em um golpe militar em 2006, vive exilado em Dubai, onde evita uma condenação por corrupção que o ex-mandatário atribui a motivos políticos.

A plataforma de Thaugsuban, que foi vice-primeiro-ministro entre 2008 e 2011, propõe nomear 100 membros do "conselho popular", enquanto os 300 restantes seriam escolhidos por diferentes setores sociais e econômicos.

O líder opositor disse que a assembleia precisará de um ano de trabalho para conseguir uma reforma com "leis justas e igualitárias, abolir a corrupção e acabar com a fraude eleitoral e a compra de votos".

Segundo o roteiro, os membros do conselho não poderão ser de partidos políticos e deverão se abster de participar de política durante cinco anos, enquanto o primeiro-ministro interino será designado pelo atual vice-presidente do Senado.

Thaugsuban disse que sua plataforma conta com o apoio de milhões de tailandeses que querem acabar com a corrupção dos aliados de Thaksin, acusado de enriquecer ilegalmente com projetos como o programa de compra e exportação de arroz.

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