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ONU denuncia violações dos direitos humanos na Síria

A guerra na Síria, deflagrada em março de 2011, já deixou 250 mil mortos e mais de 12 milhões de deslocados


	Destruição na Síria: a guerra, deflagrada em março de 2011, já deixou 250 mil mortos e 12 milhões de deslocados
 (Reuters / Abdalrhman Ismail)

Destruição na Síria: a guerra, deflagrada em março de 2011, já deixou 250 mil mortos e 12 milhões de deslocados (Reuters / Abdalrhman Ismail)

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Da Redação

Publicado em 20 de novembro de 2015 às 11h42.

Uma comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas denunciou nesta quinta-feira as violações dos direitos humanos cometidas pelos jihadistas na Síria, mas destacou que Damasco segue respondendo pela grande maioria das mortes de civis no país, com seus bombardeios indiscriminados.

A resolução não vinculante expressa "a indignação diante da escalada constante da violência" e será submetida à votação no plenário da Assembleia Geral em dezembro.

A guerra na Síria, deflagrada em março de 2011, já deixou 250 mil mortos e mais de 12 milhões de deslocados.

A resolução pede ao Conselho de Segurança que aja, e observa que a Corte Penal Internacional (CPI) tem competência para julgar os autores de crimes de guerra. Uma tentativa da CPI de abordar este tema foi vetada por Rússia e China.

A resolução foi aprovada por 115 votos, 51 países de abstiveram e 15 votaram contra, entre eles Rússia, China, Irã, Cuba e Venezuela.

O texto "condena energicamente os atos terroristas e de violência cometidos contra civis" por grupos como o Estado Islâmico e a Frente Al-Nosra, mas destaca que a comissão investigadora da ONU concluiu que "as autoridades sírias têm a responsabilidade pela maioria das vítimas civis, pois todos os dias matam e mutilam dezenas de civis".

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