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Trump se reunirá com Zelensky e presidente da Síria durante cúpula da Otan

Encontros bilaterais ocorrerão na quarta-feira, na Turquia, e terão como foco a guerra na Ucrânia e a situação no Oriente Médio

Presidente dos EUA, Donald Trump: No caso da carne bovina, a exclusão da proteína da lista de produtos tarifados está relacionada ao momento vivido pela pecuária americana. (Mandel Ngan/AFP)

Presidente dos EUA, Donald Trump: No caso da carne bovina, a exclusão da proteína da lista de produtos tarifados está relacionada ao momento vivido pela pecuária americana. (Mandel Ngan/AFP)

Publicado em 5 de julho de 2026 às 16h51.

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A Casa Branca informou neste domingo, 5, que o presidente Donald Trump se reunirá na próxima semana com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, e com o presidente da Síria, Ahmed al Sharaa, durante a cúpula da Otan, em Ancara, na Turquia.

Segundo a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, os encontros bilaterais estão previstos para a tarde de quarta-feira,8.

A reunião com Zelensky ocorre em meio aos esforços para encerrar a guerra iniciada pela invasão russa da Ucrânia, há quase quatro anos e meio.

"O presidente se reunirá com ele para discutir como podemos pôr fim à guerra. Essa é uma prioridade há muito tempo", afirmou um alto funcionário do governo americano, sob condição de anonimato.

De acordo com a autoridade, Trump pretende abordar o tema posteriormente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Putin e Zelensky conversaram por telefone com Trump no sábado para cumprimentá-lo pelo 250º aniversário da independência dos Estados Unidos.

Trump e Zelensky estiveram juntos pela última vez durante a cúpula do G7, em junho, quando os líderes discutiram formas de ampliar a pressão sobre a Rússia. A relação entre os dois, no entanto, já passou por momentos de tensão, como o encontro na Casa Branca, em fevereiro de 2025, quando Trump afirmou que o presidente ucraniano não tinha as "cartas" para vencer o conflito.

Já o encontro com Ahmed al Sharaa ocorre em um momento de atenção para o papel da Síria na estabilidade do Oriente Médio. Recentemente, integrantes do governo americano mencionaram a possibilidade de Damasco exercer influência sobre a situação no Líbano, onde seguem os confrontos entre o Hezbollah e Israel.

Em junho, Al Sharaa afirmou que a Síria não pretende intervir militarmente no Líbano, mas ampliar a cooperação por meio de "canais econômicos". O país retirou suas tropas do território libanês em 2005, encerrando décadas de presença militar iniciada durante a guerra civil no Líbano (1975-1990).

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