ONU condena Coreia do Norte e Irã por direitos humanos

A resolução contra a Coreia do Norte foi aprovada por unanimidade, pela primeira vez, já que nem mesmo a China, tradicional aliado dos norte-coreanos, rejeitou a medida

Nova York - A chamada Terceira Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta terça-feira resoluções condenando as violações dos direitos humanos na Coreia do Norte e no Irã, em meio à crescente pressão ocidental para a adoção de medidas contra os dois países.

A resolução contra a Coreia do Norte foi aprovada por unanimidade, pela primeira vez, já que nem mesmo a China, tradicional aliado dos norte-coreanos, rejeitou a medida.

Uma condenação similar contra o Irã foi aprovada por 83 votos contra 31 e 68 abstenções.

A resolução sobre a Coreia do Norte, elaborada por países europeus, denuncia as "violações sistemáticas, generalizadas e graves dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais" neste país duramente controlado por um regime stalinista.

O documento destaca o uso de tortura e de campos de prisioneiros, assim como fortes restrições da liberdade de movimento na Coreia do Norte.

Os norte-coreanos podem ser executados apenas por tentar fugir do país e segundo o relator especial da ONU para a Coreia do Norte, o ex-chanceler da Indonésia Marzuki Darusman, há entre 150 mil e 200 mil pessoas nos campos de prisioneiros da Coreia do Norte.

Um diplomata norte-coreano presente na reunião da Comissão, Kim Song, qualificou a resolução de "terrorismo de Estado político" e rejeitou todas as acusações contra seu país.

A resolução contra o Irã, também preparada pelos países ocidentais, condena a tortura e as execuções no país, assim como as restrições "generalizadas" à liberdade e à violência "dominante" contra as mulheres.

O embaixador iraniano junto à ONU, Mohamed Khazaee, qualificou a resolução de desequilibrada e destacou que tem 150 acusações "infundadas". China, Rússia e Síria, entre outros países, votaram contra.

As resoluções da Terceira Comissão não são vinculantes, mas passarão por uma votação na Assembleia Geral em dezembro, onde devem ser aprovadas.

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