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Obama descarta aumentar idade para programa de saúde

A Casa Branca e o Congresso têm debatido uma forma de evitar o prazo de 1o de março para que o corte de gastos de 85 bilhões de dólares tenha efeito


	Obama instou o Congresso a adiar os cortes e aumentar as receitas, acabando com benefícios fiscais para empresas de petróleo
 (AFP/ Brendan Smialowski)

Obama instou o Congresso a adiar os cortes e aumentar as receitas, acabando com benefícios fiscais para empresas de petróleo (AFP/ Brendan Smialowski)

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Da Redação

Publicado em 11 de fevereiro de 2013 às 18h58.

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, descartou a possibilidade de aumentar a idade para que os americanos se tornem elegíveis para o Medicare, o programa governamental de seguro de saúde para os idosos, como forma de reduzir o déficit do governo, disse na segunda-feira um porta-voz da Casa Branca.

Os republicanos no Congresso, que se concentram no corte de gastos, já disseram que querem ver a idade de elegibilidade aumentada de 65 anos para 67 anos, mas muitos democratas se opuseram à idéia com veemência.

"O presidente deixou claro que não acredita que essa é a política certa", disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney a repórteres.

A Casa Branca e o Congresso têm debatido uma forma de evitar o prazo de 1o de março para que o corte de gastos de 85 bilhões de dólares tenha efeito.

Obama instou o Congresso a adiar os cortes e aumentar as receitas, acabando com benefícios fiscais para empresas de petróleo, grupos de private equity e proprietários de jatos corporativos --passos que ajudariam o Congresso "ganhar tempo" para chegar a um orçamento.

Ele disse que está disposto a incluir algumas reformas para a Segurança Social, o programa de pensão do governo, como parte de um "grande negócio" com os republicanos para reduzir o deficit.

Essas reformas incluiriam abrandar o ritmo de aumentos anuais de pagamento para a Segurança Social, alterando o cálculo de inflação utilizado para definir o novo pagamento.

Mas qualquer mudança precisa ser parte de um plano maior, que divide a redução do deficit entre cortes de gastos e aumento de receitas, disse Carney.

"Como você explica a um idoso que estamos fazendo isso, pedindo-lhe para se sacrificar, mas nós não estamos dizendo que os proprietários de jatos corporativos deveriam perder o incentivo fiscal especial?" disse Carney.

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